Aproveitando a paralisação do calendário nacional por conta da Data Fifa, o executivo de futebol do Flamengo, José Boto, marcou presença no evento Portugal Football Summit. Em conversa com a imprensa local, o dirigente fez uma avaliação sobre o mercado da Liga Portugal e citou abertamente quatro atletas que militam no país ibérico e que teriam capacidade técnica para integrar o elenco rubro-negro.

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Entre os atletas mencionados pelo dirigente figura o meia argentino Gianluca Prestianni, do Benfica. O jovem esteve no centro de uma controvérsia internacional ao receber uma suspensão preventiva de seis partidas aplicada pela Uefa, sob acusação de conduta discriminatória contra Vini Jr. em duelo diante do Real Madrid pela Uefa Champions League. Durante um amistoso recente de intertemporada em solo português, o argentino chegou a ser fortemente vaiado pela torcida do Flamengo, que entoou cantos em apoio ao ídolo da Gávea.

Além de Prestianni, o diretor do clube carioca destacou outros três nomes de peso que atuam nos principais times do continente europeu:

Maximiliano Araújo (Sporting): atleta uruguaio com capacidade para atuar como lateral ou ala pelo lado esquerdo, e que disputou a última edição da Copa do Mundo por sua seleção.

Victor Froholdt (Porto): meio-campista dinamarquês apontado por Boto como uma grata surpresa sob seu monitoramento desde a temporada anterior.

Tomás Araújo (Benfica): jovem zagueiro português que vem se firmando como uma das promessas do setor defensivo no futebol europeu.

— Há bastante jogadores aqui que eu gostaria de contratar. O Prestianni é um excelente jogador, o Maxi Araújo, o Froholdt do Porto… e também portugueses como o Tomás Araújo. São atletas que caberiam perfeitamente no Flamengo — afirmou o dirigente em entrevista ao jornal Record.

Apesar de elogiar a qualidade do ecossistema futebolístico português, Boto refletiu sobre a resistência cultural que ainda impede a migração direta de atletas da Europa para a América do Sul.

O dirigente enfatizou que o poder aquisitivo dos principais clubes do Brasil já permite praticar vencimentos compatíveis com os padrões europeus. Contudo, a falta de hábito de atletas portugueses em enxergar o futebol brasileiro como um caminho de carreira imediato permanece sendo o principal gargalo nas negociações