A renovação contratual de Memphis Depay transformou-se em tensão nos bastidores do Corinthians. Os representantes do atacante neerlandês apresentaram as condições para a extensão do vínculo, impondo termos que colocam a diretoria do Timão contra a parede e reacendem o fantasma de uma nova punição na FIFA.

A exigência do estafe de Memphis é clara: o jogador aceita permanecer no Parque São Jorge, mas exige garantias financeiras rígidas. Atualmente, o clube deve cerca de R$ 42 milhões ao atleta em valores atrasados. Caso o Corinthians não queira ou não consiga renovar o contrato nos moldes pretendidos, o atacante exige a quitação imediata de toda a dívida. Tais informações foram divulgadas pelo jornalista Thiago Rodrigues.

O ultimato coloca a cúpula alvinegra em uma delicada faca de dois gumes. Se ceder à pressão e estender o vínculo, o Corinthians inflará ainda mais uma folha salarial. Por outro lado, se optar pela saída do holandês, terá de arcar com uma cobrança milionária imediata que o clube simplesmente não tem caixa para liquidar.

O não pagamento dessa dívida resultaria, inevitavelmente, em um novo transfer ban.

Esse cenário de risco trava o planejamento da equipe comandada por Fernando Diniz. Memphis, de 32 anos, ainda não se reapresentou após defender a Holanda na Copa do Mundo, onde teve uma participação discreta de 51 minutos e um gol na campanha que terminou diante do Marrocos.

O desempenho modesto na seleção reflete o momento do atacante no próprio Timão: nesta temporada, foram 14 jogos, apenas um gol marcado e uma assistência. Apesar dos números abaixo do esperado, o holandês mantém o status de referência técnica do elenco e segue muito benquisto pela Fiel, principalmente pelo papel decisivo que teve na conquista da Copa do Brasil de 2025.

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