Carlo Ancelotti possui um currículo inegavelmente vitorioso, pois, como treinador, conquistou nada menos do que cinco Liga dos Campeões, sendo duas com o Milan e três com o Real Madrid.

A lista final de jogadores convocados para a Copa do Mundo foi repleta de problemas. Com as contusões de Militão e Wesley, o treinador optou por não levar nenhum lateral-direito de ofício, pois Danilo e Ibañez são zagueiros e jogaram improvisados na posição. 

Ainda que tenha números indiscutíveis na carreira, o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, com 80 gols, foi para a Copa do Mundo machucado, com uma lesão significativa na panturrilha. Convocar o ex-craque foi uma atitude midiática e equivocada.

Talvez convencido de que faltam atletas com qualidade para o meio-campo, o treinador chegou ao mundial determinado a escalar o time com quatro atacantes e tentou encaixá-los, no time, sem construir antes uma base sólida de defesa. 

Casemiro foi o homem de confiança do treinador durante a Copa. Mas, desde a estreia, quando foi facilmente superado por atletas por Marrocos, o volante mereceu ficar no banco de reservas. 

Depois da estreia desastrosa contra Marrocos,  Ancelotti foi perguntado em entrevista coletiva se faltava identidade à Seleção Brasileira e assim respondeu:

É compreensível que em um esporte tão dinâmico quanto o futebol, um time tenha comportamentos variados dentro de campo. Mas, quanto menor o tempo disponível para treinar e trabalhar, mais difícil é conseguir executar essas múltiplas tarefas. 

Futebol não se joga só com os pés — mas com memória, rua e coração. Tenho 44 anos de "sonho, sangue e América do Sul". Jornalista esportivo e bacharel em filosofia