A Federação Italiana de Futebol (FIGC) chegou a um acordo com Andrea Pirlo, que aceitou assumir o comando da seleção nacional após a recusa de Pep Guardiola. A informação foi publicada pelos jornais italianos "Corriere dello Sport" e "La Gazzetta dello Sport" nesta sexta-feira (24), e o anúncio oficial deve acontecer nos próximos dias.
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A escolha encerra um processo de busca iniciado depois da saída de Gattuso, que deixou o comando da seleção após a campanha que terminou sem a classificação italiana para a Copa do Mundo. Antes de avançar por Pirlo, a nova direção técnica da FIGC concentrou esforços para convencer Guardiola, que optou por manter seu período sabático por motivos pessoais.
Segundo a imprensa italiana, os dirigentes Maldini e Leonardo apresentaram ao treinador espanhol um projeto de reformulação que envolveria todas as categorias da seleção. Mesmo diante da proposta, Guardiola recusou o convite, levando a federação a acelerar as conversas com Pirlo, que deu sinal verde para comandar a Azzurra.
De acordo com o jornal "La Gazzetta dello Sport", Pirlo já figurava entre os principais candidatos desde o início do processo. A avaliação da nova direção esportiva era de que o ex-volante reúne características compatíveis com a proposta de reconstrução do futebol italiano, baseada em um modelo de jogo moderno e na integração das categorias de base. A publicação destacou que a escolha não está ligada ao currículo do treinador, mas à identificação com a filosofia defendida pelos novos dirigentes.
– Ou o melhor de todos, com quem compartilhamos jogo e filosofia, ou alguém que pense como nós, com quem haja harmonia e que compartilhe nossas ideias – afirmaram Maldini e Leonardo durante assembleia da Lega Serie A, segundo o veículo.
Ainda segundo o jornal, Pirlo foi considerado "o homem perfeito para o projeto de renascimento do futebol italiano", entendimento que ganhou força após a negativa definitiva de Guardiola.
Com a resposta positiva de Pirlo, a federação trabalha apenas nos trâmites finais antes da oficialização. Conforme a imprensa italiana, o ex-meio-campista aceitou o projeto apresentado por Maldini e Leonardo e deve assinar contrato válido até a Copa do Mundo de 2030.
A ideia da federação é iniciar um trabalho de longo prazo, que ultrapasse a equipe principal e alcance também as categorias inferiores. O planejamento prevê uma reformulação estrutural para recuperar a competitividade da Itália nos próximos ciclos internacionais.
Como treinador, Pirlo acumula passagens por Juventus, Sampdoria e United FC, dos Emirados Árabes Unidos. Em sua primeira experiência, conquistou a Copa da Itália e a Supercopa da Itália pela equipe de Turim na temporada 2020/21.
Apesar da trajetória ainda curta à beira do campo, dirigentes da nova gestão entendem que o ex-camisa 21 da seleção reúne o perfil buscado para liderar o novo ciclo. Segundo a La Gazzetta dello Sport, Maldini sempre enxergou em Pirlo "uma extraordinária visão de futebol" e está disposto a apostar no ex-companheiro de seleção.
A expectativa é que a oficialização aconteça nos próximos dias, possivelmente após a reunião do Conselho Federal da FIGC, marcada para a próxima semana. Com o acerto verbal e o "sim" de Pirlo, restam apenas as etapas formais para que ele seja confirmado como novo treinador da seleção italiana.
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