A seleção brasileira folga até setembro após a eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A CBF confirmou dois amistosos contra a Austrália, em Townsville e Brisbane, nos dias 25 e 29 de setembro. Ainda em campo, logo depois da derrota, Neymar sinalizou o fim de sua trajetória pela equipe nacional após quatro Copas do Mundo.

O Brasil perdeu por 2 a 1 para os noruegueses no dia 5 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Erling Haaland marcou os dois gols da Noruega, aos 34 e 44 minutos do segundo tempo. Neymar descontou de pênalti nos acréscimos, anotando o único gol brasileiro na partida. Bruno Guimarães havia desperdiçado outra cobrança de pênalti no primeiro tempo, defendida pelo goleiro Orjan Nyland.

Foi a eliminação mais precoce do Brasil em uma Copa do Mundo desde 1990, quando a Seleção caiu nas oitavas de final diante da Argentina. Com o resultado, o país chegará à Copa de 2030 acumulando 28 anos sem conquistar o título mundial, período equivalente ao intervalo entre 1930 e 1958.

Carlo Ancelotti segue no comando da Seleção. A CBF renovou o contrato do treinador italiano até a Copa do Mundo de 2030 no dia 14 de maio, antes mesmo do início do Mundial, demonstrando que o projeto de longo prazo não dependia do desempenho da equipe nos Estados Unidos. Pelo acordo, Ancelotti recebe o maior salário entre os técnicos de seleções nacionais, cerca de 10 milhões de euros por ano.

A preparação para a Copa também foi marcada por importantes desfalques. Éder Militão sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda e precisou passar por cirurgia, ficando fora do torneio. Rodrygo rompeu o ligamento cruzado anterior e o menisco do joelho direito em março e também não teve condições de disputar a competição. Estêvão, por sua vez, não conseguiu se recuperar de uma lesão muscular na coxa direita antes da divulgação da lista final.

O último corte aconteceu já na reta final da preparação. Wesley sofreu uma lesão muscular no adutor da coxa esquerda durante o amistoso contra o Egito, em 6 de junho, e acabou substituído por Ederson, da Atalanta.

A média de idade dos 26 convocados por Carlo Ancelotti foi de 28,6 anos, superior aos 27,8 registrados na Copa do Mundo de 2022.

Os dois atletas mais jovens do elenco, Endrick e Rayan, terão apenas 23 anos na Copa de 2030. No outro extremo, Neymar e Casemiro chegarão aos 38 anos, enquanto Danilo e Alisson estarão com 37, além de Alex Sandro com 39. Dentre eles, somente Alisson ainda deve ser convocado. 

Com a provável saída de Neymar e o desgaste natural da geração mais experiente, a CBF já observa novos nomes para o próximo ciclo. O zagueiro Vitor Reis, que atua na La Liga, aparece como uma das principais apostas para renovar o sistema defensivo e já foi convocado para amistosos da Seleção.

No ataque, Kauã Elias surge entre os jogadores mais promissores da nova geração. O centroavante que atua no futebol do Leste Europeu figura entre os indicados ao prêmio Golden Boy e é acompanhado de perto pela comissão técnica. O lateral Souza, do Tottenham, e o meia William Gomes, do Porto, também aparecem no radar da CBF.

Entre os jogadores que ficaram fora da lista final para a Copa, João Pedro desponta como um dos principais candidatos a retornar nas próximas convocações. Rodrygo e Estêvão também devem ganhar espaço assim que estiverem recuperados das lesões. No gol, Bento e Hugo Souza aparecem como alternativas para a sucessão de Alisson e Ederson, enquanto Gabriel Sara segue sendo monitorado após participar dos amistosos preparatórios para o Mundial