Espanha empolga com belo futebol, Portugal vence na raça. E os dois rivais vão se enfrentar nas oitavas, o que promete um grande jogo.

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Campinas, SP, 2 (AFI) – E você acha que o caso de eu não fazer avaliação daquilo que já era previsto da dilaceração da Ponte Preta, na derrota por 2 a 0 diante do Fortaleza, na capital cearense, na manhã desta na noite desta quarta-feira, faz diferença?

Transfiro essa atribuição de análise para você, sofredor torcedor pontepretano.

Fiz opção, nesta quinta-feira à tarde, de acompanhar o futebol maravilhoso da Espanha, ao aplicar goleada por 3 a 0 sobre a Áustria, na sequência da Copa do Mundo.

Como Portugal também venceu a Croácia por 2 a 1, de virada, ambos serão adversários na fase oitavas-de-final.

Na prática, essa goleada da Espanha poderia ter sido através de vantagem de seis gols, se as reais oportunidades criadas fossem convertidas.

Quem evitou o placar mais elástico foi o goleiro da Áustria, Alexander Schlager, ao praticar brilhantes defesas, embora também reconheça-se que falta à Espanha semelhança aos franceses e argentinos, para se credenciar a avanços maiores nesta competição.

Apesar disso, a rapidez nos passes da Espanha em quaisquer setores do campo, respaldada em reduzidos erros, possibilitam que a bola chegue em velocidade até a entrada da área adversária.

Não vou fazer indicação de como foram conduzidas as jogadas de gols dos espanhóis, até porque a mídia bem os escancarou.

Até agora, o selecionado espanhol foi o melhor no quesito desarme, comparativo a todos os concorrentes.

Nem é preciso se prender a dados estatísticos de uma partida de futebol para se chegar à lógica constatação que México, Estados Unidos, Argentina e França não tiveram, em suas partidas, um número tão elevado de desarmes.

Explica-se: foi exatamente o fato de a Espanha ter colocado em prática a tal marcação alta, juntada com ‘pegada’ de média pressão, e rapidíssima recomposição, para coberturas e tomadas de bola.

Para completar a noite desta quinta-feira, uma virada de placar sensacional de Portugal sobre a Croácia.

A Croácia saiu à frente e Portugal fustigou até atingir o empate, e conseguiu.

E sabia que naquela situação teria que prescindir do já cansado atacante Cristiano Ronaldo, que havia feito o gol do empate.

E quis o destino que Gonçalo Ramos fizesse o gol de vitória, de cabeça, após cruzamento no segundo pau.

Isto mostra que o futebol evoluiu bastante, com chances de gols criadas aos montes, e longe daqueles horrorosos, com pontapés exagerados.

Registro, também, para as incríveis situações colocadas em prática até pela dona FIFA, ao penalizar práticas abusivas de ‘ceras’, para prolongar cobranças de laterais, sendo que o lance acaba revertido ao adversário.

Aquela ‘cera’ irritante de goleiros nas cobranças de tiros de meta já fazem parte do passado