Os clubes erraram a mão no comunicado conjunto assinado por 15 deles. Exageraram ao prever o fim do futebol com as limitações de anúncios de casas de apostas.

Mais, previram que os primeiros cortes viriam nas categorias de base e no futebol feminino. A mensagem teve feição nítida de chantagem.

O futebol não vai acabar com a saída do dinheiro das bets. Não acabou com as más gestões, não acabará se a bola inflada a milhões a partir de 2021 esvaziar-se por completo.

Os clubes perderam a chance de fazer uma discussão madura sobre como esse corte abrupto na receita e com contratos longos em vigência.

Poderiam, na nota, propor transição para que a publicidade fosse sendo retirada de forma gradativa, dando tempo para que todos se preparassem - o que também não aconteceria, é bom dizer, porque dinheiro na mão de dirigente é vendaval na maioria dos casos.

A Inglaterra fez dessa forma. A Premier League decidiu lá em 2023 que patrocínio master de bet na camisa seria proibido em 2026. Três anos para os clubes se ajustarem e finalizarem contratos ou renegociarem a mudança das marcas para a manga de camisa, onde ainda é permitido. 

Aqui, os clubes posaram de injustiçados e erraram feio ao tratar olhando para o seu umbigo uma problema de saúde e que está afetando milhares de lares pelo país.

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