"O apoio de Trump mais fragiliza do que ajuda Infantino na Fifa”, diz especialista
A Fifa conhecerá os candidatos à eleição presidencial da entidade até 18 de novembro, prazo para inscrições de candidaturas. Gianni Infantino já tem alguma ideia de quem o apoia e quem será opositor, antes mesmo do lançamento dos adversários do pleito a ser realizado em 18 de março de 2027.
Todas as confederações já se manifestaram publicamente após ter esfriado a crise pela controversa proposta comercial do ítalo-suíço, que pretendia levar investimento privado à Fifa. Críticos viam o plano como “venda da Copa do Mundo”.
Uefa (Europa), Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) e AFC (Ásia) demonstram oposição conjunta ao presidente. Conmebol (América do Sul), CAF (África) e OFC (Oceania), apoio. Cada continente tem exemplos de manifestações independentes de países que concordam ou não com sua respectiva confederação.
A mais recente foi a de Israel. A Associação de Futebol de Israel (IFA, na sigla em inglês), vinculada à Uefa, rompeu oficialmente com Infantino, citando a proposta da Fifa Forward Enterprise (FFE) e a demissão de Kevin Lamour, diretor de operações que criticou o projeto.
Na América do Sul, o Brasil não fez manifestações próprias. O presidente da CBF, Samir Xaud, apenas já falou ser “um pouco contra essa venda dos direitos”, em referência ao investimento privado.
Entretanto, há um apoio presumido a Gianni Infantino, em consonância com a Conmebol. Argentina e Paraguai foram os únicos sul-americanos que publicaram posições próprias em reforço à entidade continental. Já Colômbia, Peru e Bolívia integraram a agenda recente de Infantino com eventos junto às respectivas federações.
Já a Concacaf retirou o apoio ao atual presidente. O mandatário da Confederação da América do Norte, Central e Caribe, Victor Montagliani, é visto como um possível candidato na eleição da Fifa.
Dentro do bloco, há discordância. O México fez um pronunciamento próprio, contrário à Concacaf e similar à Conmebol. O país já havia dito que “estudaria” a proposta da FFE antes de esta ser retirada.
Depois, os mexicanos prestaram apoio a Infantino, dizendo “não reconhecer nem aprovar qualquer processo que seja convocado à margem da institucionalidade e aderir ao chamado feito pelo presidente Infantino”. Antígua e Barbuda seguiram a mesma linha.
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Além de Montagliani, outro nome visto como postulante à presidência da Fifa é Lise Klaveness, líder da Associação Norueguesa. A Uefa, berço de Infantino, é hoje sua principal opositora.
Além da manifestação da entidade, que conta com 55 associações, 15 países marcaram posição própria contra o dirigente: País de Gales, Inglaterra, Escócia, Holanda, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Croácia, Grécia, Sérvia, Romênia, Albânia e Israel.
A Nova Zelândia é a única da OFC divergente do posicionamento continental, que apoia o presidente da Fifa. O país é o principal da Oceania, já que a Austrália integra o bloco asiático.
A AFC se mostrou contra Infantino. É, porém, a confederação com mais divergência. Líbano, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Sri Lanka, Butão, Indonésia e Filipinas contrariaram a entidade continental à qual estão vinculadas.
O Nepal foi suspenso em junho de 2026 por interferências do governo nepalês na administração da entidade, o que viola os estatutos da organização internacional.
A Arábia Saudita, aliada de Infantino, não se posicionou publicamente. Sede da Copa de 2034, o país ainda passará por eleição interna na sua associação em agosto. O resultado pode definir uma posição sobre a Fifa.
Na África, há apoio unânime. Congo, Egito, Marrocos, Libéria, Níger e Mauritânia ainda fizeram manifestações reiterando o posicionamento da CAF. São 54 associações com as quais o ítalo-suíço espera contar na eleição