O deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) apresentou um projeto de lei para restringir a convocação das seleções brasileiras de futebol a jogadores e integrantes da comissão técnica que atuem no país.
A proposta foi defendida pelo parlamentar em discurso no plenário da Câmara nesta quarta-feira (8).
O projeto de lei 3.582/2026 estabelece que as seleções masculina, feminina e de base sejam compostas exclusivamente por atletas brasileiros registrados em clubes sediados no Brasil e que disputem competições oficiais organizadas no país.
O texto também determina que treinador principal, auxiliares, preparadores físicos, preparadores de goleiros e demais integrantes da comissão técnica sejam brasileiros e vinculados profissionalmente a clubes ou entidade esportivas estabelecidos no Brasil.
Ao anunciar a proposta, Hauly defendeu que a Seleção seja formada por atletas e técnicos que atuem no futebol nacional. O deputado criticou a convocação de jogadores que atuam no exterior e afirmou que o atual modelo faz o Brasil "passar vergonha".
Em seguida, completou: "Vamos votar uma lei para que o futebol seja por jogadores brasileiros que joguem em equipe brasileira, com técnico brasileiro".
Pelo projeto, as regras valeriam para as seleções permanentes e categorias de base.
A única exceção prevista é para competições amistosas ou promocionais, mediante autorização expressa do órgão competente.
Durante o pronunciamento, Hauly associou o desempenho recente da Seleção Brasileira ao cenário político e econômico do país. O deputado afirmou que o Brasil vive um "século da derrota" e lembrou que a equipe não conquistou nenhum título nas seis Copas do Mundo disputadas desde 2002.
Na sequência, o parlamentar comparou o período atual a governos anteriores, citando as conquistas mundiais obtidas nas gestões de Juscelino Kubitschek, João Goulart, Emílio Garrastazu Médici, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.
Hauly também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o governo, "ao invés de estimular a Copa do Mundo", fez "piada grosseira" durante o Mundial.
A declaração faz referência a comentários feitos por Lula sobre o atacante Neymar que repercutiram ao longo da competição.
Além de restringir a convocação de atletas e técnicos, o projeto também proíbe entidades nacionais, regionais e locais de administração do esporte, clubes, associações e demais pessoas jurídicas do sistema desportivo de firmarem ou manterem contratos de patrocínio, publicidade, promoção, licenciamento ou naming rights com empresas de apostas esportivas, jogos de azar e plataformas eletrônicas de apostas.
A vedação inclui a exposição de marcas, logotipos, domínios, aplicativos e slogans em uniformes, materiais esportivos, centros de treinamento, estádios, arenas, entrevistas, transmissões, redes sociais e outros meios físicos ou digitais.
Os contratos em vigor teriam prazo de até 180 dias para serem encerrados, sem possibilidade de renovação ou substituição por acordo equivalente