Siga o tópico Benfica e receba um alerta assim que um novo artigo é publicado.
O Benfica perdeu por 1-2 diante do Flamengo no Estádio do Algarve. Pelos cariocas marcaram Lino (45+5') e Wallace (68'). Pelas águias, marcou Pavlidis de grande penalidade, ainda antes do intervalo.
▲O próximo teste do Benfica será na próxima sexta-feira, dia 17 de julho, às 19h45, diante do Villarreal também no Estádio do Algarve
Muitos benfiquistas chegavam ao Estádio do Algarve e ligavam a televisão com a curiosidade de perceber como jogaria o seu clube na época que se avizinha e arranca já, a nível oficial, no próximo dia 23 de julho. Os seus adversários mais diretos, FC Porto e Sporting, também queriam matar as questões que se levantam sobre que Benfica estará a competir na Primeira Liga ou, pelo menos, que indícios dá para o que aí vem.
Para o bem e para o mal, o resultado de toda essa equação de questões parece ser inconclusivo, por vários fatores: o Benfica não joga oficialmente desde maio, como o Flamengo; o plantel dos encarnados ainda não está fechado e Marco Silva, sobre o qual também recai alguma curiosidade, ainda não pôde contar com algumas figuras incontornáveis do onze titular, como Schjelderup e Aursnes, ainda a competir no Mundial-2026, Tomás Araújo ou Richard Ríos.
Mas, com os que estavam disponíveis, Marco Silva fazia o Benfica alinhar num sistema parecido ao da época anterior, com um duplo pivô no meio-campo e um terceiro homem que, dependendo das suas características, serviria de terceiro médio ou de segundo avançado. Sudakov era o jogador escolhido para essa função, com Rafa — que muitas vezes jogou ali — a assumir o corredor direito. Do lado esquerdo, onde em condições normais atuaria Schjelderup, começou o jovem irlandês Jaden Umeh. Na frente não havia grandes questões: Pavlidis era o homem escolhido para ser o mais adiantado dos encarnados. Lenglet, o mais recente reforço das águias, começava como titular e é a cara de uma dúvida que se levanta em torno da continuidade de António Silva na Luz. Neste sistema de Marco Silva, só dois centrais poderão jogar como titulares e a chegada de Tomás Araújo, em breve, aos trabalhos no Seixal poderá dar uma boa “dor de cabeça” ao novo técnico do Benfica, se conseguir manter os três no plantel.
Em campo, foi o Flamengo quem ditou o ritmo dos primeiros minutos. Bruno Henrique avisou logo aos 6′, com um remate fraco mas revelador de intenções. Samuel Lino insistiu por duas vezes a seguir — primeiro com um chapéu que Trubin negou, depois com um remate de fora da área que o guarda-redes ucraniano voltou a travar. O Benfica respondeu com um disparo de Alexander Bah, direto à figura de Rossi, mas era claro que o conjunto brasileiro entrava no jogo com outro ritmo físico. Aos 19 minutos, o jogo estava dividido, ainda que ligeiramente mais perigoso para o lado carioca.
A partir da pausa para hidratação, o Benfica tentou reagir. Marco Silva não esperou muito para mexer, mas de forma forçada: aos 30′, Gianluca Prestianni rendeu Jaden Umeh, que saiu lesionado. O Flamengo continuou a criar — Pedro obrigou Trubin a nova intervenção aos 31′ — e o jogo foi ganhando um tom mais físico, traduzido nos amarelos mostrados a Samuel Lino e a Erick Pulgar. Aos 39 minutos, a tensão saiu do relvado: uma confusão nos bancos obrigou o árbitro a interromper a partida durante alguns minutos, com as duas equipas técnicas visivelmente exaltadas.
Ninguém esperava, no entanto, que os minutos finais da primeira parte fossem os mais decisivos. Já nos descontos, aos 45+5′, Emerson Royal cruzou da direita e Samuel Lino antecipou-se a António Silva para desviar para a baliza — o terceiro golo do avançado brasileiro na pré-época e a resposta a uma primeira parte em que já tinha sido o mais perigoso em campo.
Samuel Lino faz o primeiro para o Flamengo ????????
???? Desafios Betano | @SLBenfica 0 x 1 @Flamengo#DAZNDesafiosBetano pic.twitter.com/YQCjXoNjRL
O Benfica mal teve tempo de sofrer o golpe: um minuto depois, Bruno Henrique cometeu falta dura sobre Alexander Bah dentro da área, o árbitro assinalou grande penalidade e Vangelis Pavlidis não desperdiçou, repondo a igualdade ainda antes do intervalo. Em menos de três minutos, o jogo mudou duas vezes de figura.
Pavlidis empata para o Benfica e Marco Silva sorri ????
???? Desafios Betano | @SLBenfica 1 x 1 @Flamengo#DAZNDesafiosBetano pic.twitter.com/6JMeoEB9YM
A segunda parte começou sem o mesmo drama. Sem oportunidades claras nos primeiros minutos, o jogo esperava pelas mexidas que Marco Silva preparava. Chegaram em bloco, aos 57′: Jakub Kaminski entrou para o lugar de Sudakov, Gabriel Índio rendeu Enzo Barrenechea, Franjo Ivanović tomou o lugar de Pavlidis, José Neto entrou para Samuel Dahl e Manu Silva substituiu Clément Lenglet. Cinco alterações de uma vez, um sinal claro de que, apesar do empate, Marco Silva queria mais testar soluções do que preocupar-se com o resultado.
As trocas do técnico português não travaram, porém, o Flamengo — nem Samuel Lino. Antes mesmo de os ajustes surtirem efeito, o brasileiro voltou a criar perigo, ao combinar com Pedro para um remate que saiu ao lado. O guião repetiu-se pouco depois: com Everton Cebolinha, ex-Benfica, e Wallace Yan já em campo, foi este último quem apareceu mais rápido do que António Silva para desviar, aos 68′, um novo cruzamento de Samuel Lino — a sua segunda contribuição para golo da tarde. O Flamengo voltava a estar em vantagem, agora por 2-1, com Lino envolvido nos dois golos da equipa: festa carioca num recinto mais pintado de vermelho do Flamengo do que o vermelho do Benfica.
???? Desafios Betano | @SLBenfica 1 x 2 @Flamengo#DAZNDesafiosBetano pic.twitter.com/aDfqfrhTjW
O Benfica respondeu com mais reformulações — Rui Silva, Daniel Banjaqui, João Rego e Miguel Figueiredo entraram por volta dos 70 minutos, numa tentativa de dar outra cara ao ataque encarnado. A pressão foi crescendo, mas sem grande produção: Franjo Ivanović viu Rossi negar-lhe o golo aos 82′, e o Benfica ainda acumulou três cantos consecutivos sem conseguir transformá-los em perigo real, com um cabeceamento de Manu Silva a sair por cima aos 85′.
Oportunidade de ouro para o SL Benfica, mas Rossi foi uma autêntica parede ????#DAZNDesafiosBetano pic.twitter.com/0bn9zFFmOU
Nos instantes finais, foi o poste quem travou o Benfica. Gianluca Prestianni acertou no ferro aos 90′, na melhor oportunidade encarnada da segunda parte, e ainda teve outra tentativa nos descontos, sem sucesso. Do outro lado, Wallace Yan podia ter fechado a contagem, mas Trubin negou-lhe o golo com uma defesa vistosa a um remate em chapéu. O árbitro apitou para o final ao fim de sete minutos de compensação, com o resultado a confirmar aquilo que o jogo já sugeria: um Flamengo mais adiantado na pré-época — já com três jogos em julho, contando com este — a vencer, com justiça, um Benfica ainda em fase de construção, a assimilar as novas ideias do comando técnico e, simultaneamente, ainda sem alguns dos nomes de maior peso no plantel