Courtois, Livakovic e Nyland, goleiros rivais definiram jogos nas eliminações brasileiras em Copas

A Seleção Brasileira voltou a cair em uma Copa do Mundo para uma equipe de prateleira média do futebol. Após a Bélgica em 2018 e a Croácia em 2022, foi a vez da Noruega se aproveitar e fazer história em cima do outrora melhor futebol do mundo.

O Brasil ainda tem bons jogadores, sim. Vinícius Junior, Raphinha, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Bruno Guimarães são destaques em seus clubes, mas nenhum deles é extraclasse.

E nem quero um Pelé em campo. Seria uma heresia pedir que ele salvasse essa equipe média. Passamos quatro Copas esperando Neymar decidir. E contra a Noruega ele entrou para apatifar o jogo, que o máximo que consegue fazer hoje. 

O mais grave é que a Seleção se submeteu aos caprichos dos parças e quem sabe de outros interesses, assim como o Santos e ele foi para os Estados Unidos. Ah fez um gol de pênalti no final, para registrar e deixar no imaginário dos sonhadores: "Se ele estivesse antes ele teria feito o que o Bruno Guimarães errou".

No Rio Grande do Sul criticar o goleiro brasileiro pode ser crime. Que me julguem. Taffarel era fantástico e transformou a posição e a crença que não éramos capazes de ter camisas 1 extraordinários.

O goleiro criado pelo Inter nos deu uma medalha olímpica de prata em 1984, uma Copa do Mundo em 1994 e nos colocou em uma final em 1998. Foi simplesmente fantástico.

Em 2002, Marcos operou milagre quando necessário. Foi decisivo quando necessário.

Mas em 2018 quem decidiu foi Courtois, o goleiro da Bélgica. E em 2022 foi Livakovic, o goleiro croata. E nesse 5 de julho, de trágica lembrança para o Brasil, já que em 1982 perdemos para a Itália, do excepcional Dino Zoff, quem decidiu foi Nyland, defendendo pênalti e operando alguns milagres na partida.

O nosso goleiro, Alisson, que é fenomenal no Liverpool, infelizmente é comum na Seleção. Perdemos por ele? Não sei. Mas o que sei é que aquele milagre que outros fizeram pelo Brasil e os nossos três últimos algozes conseguiram não veio de quem estava lá. Contra os noruegueses foram três conclusões e dois gols. Faltou o milagre.

E para além do milagre nos faltou alma em mais uma Copa. Quem sabe mais futebol raiz, menos exibições em redes sociais seja um começo. Se a próxima geração for Nutella, como a atual, será mais uma a fracassar.

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