Siga o programa E o Campeão é... e receba um alerta assim que um novo episódio é publicado.
Dragões vencem o Estoril e apontam baterias para a receção ao Nápoles. Rui Costa atira aos rivais e fala sobre Pedro Proença. E as notas altas para Rúben Amorim, que venceu o primeiro dérbi de Milão.
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Sem espinhas, o Futebol Clube do Porto venceu ontem o lanterna vermelha Estoril Praia, por 4 x 0, no Estádio do Dragão. Dez vitórias em 10 jogos para os Dragões de Francesco Farioli. É impossível pensar num melhor início de temporada para o Porto, no campeonato nacional, mas a vida é diferente na Europa. O Porto tem um jogo decisivo na quarta-feira frente ao Nápoles. Nesta edição de "O Campeão É" passamos ainda pelo discurso de Rui Costa ontem, na Assembleia Geral do Benfica. Nesta edição de "O Campeão É" damos notas de 0 a 20 com a ajuda do João Pinto, do João Castro, do Luís Pinto Coelho e também do Pedro Henriques. Eu sou o Miguel Gato. Bom dia a todos. Luís, começo por ti. Pergunto como é que avalias esta vitória do Futebol Clube do Porto e pergunto se Francesco Farioli geriu a equipa da melhor maneira para estar na máxima força já na quarta-feira.
Olá, bom dia. A exibição é muito boa. Eu penso que o Porto faz globalmente uma exibição competente, entra muito forte na primeira parte, pecou um bocadinho na finalização. O Porto, na primeira parte, podia ter resolvido logo a partida com mais dois, três gols. Isso não permitiu a Farioli gerir ainda mais, logo ao intervalo, por exemplo, a questão da gestão física a pensar no Nápoles. Depois acabou por fazer, mais na parte final, eu diria nos últimos 20, 25 minutos, fez essa gestão. Mas o Porto também joga em casa os dois jogos, o Nápoles só vai jogar hoje, tem que fazer a viagem, por isso acho que não há esse problema da questão física. Acho que o Porto até pode partir em vantagem relativamente ao Nápoles, mas olhando só pra exibição, sim, acho que é uma bela exibição do Porto. Mesmo assim, no último terço, o Porto tem que melhorar um pouco, falha bastante no último passe, na última execução, porque poderia ter sido um resultado de sete, oito com alguma facilidade, embora o Estoril também, na segunda parte, teve duas grandes oportunidades, podia ter feito gol, mas foi uma exibição bastante competente do Porto.
Surpreendeu-te o Futebol Clube do Porto não ter jogado com a tal linha de três que tinhas previsto na edição de ontem do programa?
Sim, havia essa hipótese, porque não havia o William e o Óscar. Ainda pus essa hipótese de dar mais liberdade aos laterais, mas percebe-se que este é o modelo de Farioli. Ele só pontualmente acredito que possa utilizar. Até, se calhar, durante os jogos, como tem Pablo Rosário, que joga bem a central, baixar o Pablo Rosário e mudar um bocadinho o sistema durante a partida.
Pode utilizar na Liga dos Campeões para uma maior consistência defensiva, por exemplo, contra equipes maiores?
Sim, às vezes pode acontecer. Eu acho que de início será difícil, mas durante a partida pode fazer essa nuance pra tentar até surpreender o adversário, mas percebe-se que este é o sistema que Farioli gosta, se sente confortável e que os jogadores já estão muito rotinados.
Pedro Henriques, vitória fácil aqui para o Futebol Clube do Porto, perante um Estoril em apuros. Agora segue-se o desafio da Liga dos Campeões.
Bom dia. Sim, o Porto já tá tudo dito e realmente é uma equipa que pra consumo interno está muito bem, respira saúde. Agora passa a ser todos mata-mata, começa a fazer os tais pontos que são necessários pra, pelo menos, pensar no playoff. Mas eu queria olhar aqui também sob o ponto de vista do Estoril, porque o Estoril tá em último lugar, obviamente. Ontem perdeu, também não era fácil. Aliás, não tem sido fácil pra nenhuma equipa, o Benfica também perdeu lá. Portanto, pra nós percebemos o valor do Porto quando joga em casa. Agora, a questão são os números. Eu sei que sou muito chato com as estatísticas, mas as estatísticas não mostram tudo, mas mostram um bocadinho do filme. Reparem, o Porto, que ganha 4 x 0, o jogo tem poucas faltas, faz 13 faltas, e o Estoril, que supostamente tá em processo mais defensivo, só teve 34% de posse de bola, faz sete faltas. Eu não tô a apelar às faltas, bem pelo contrário, mas isto mostra a não agressividade, no bom sentido da palavra, de uma equipa como o Estoril. Cantos, zero. O Porto tem oito. Depois, claro, vem o resto. Arremates enquadrados, zero. Portanto, uma equipa que não ganha um canto, que faz metade das faltas do seu adversário e esteve em processo defensivo e que não tem nenhum arremate enquadrado, diz muito daquilo que tem que ser. Eu acho que o problema do Estoril tem que ser a mudança da mentalidade, da atitude, da postura. Não tô a dizer que eles não queiram ou que não tenham atitude, não é isso. Na prática, não o conseguem impor e, portanto, tem que haver aí uma mudança. E portanto, agora esperamos, fica a pressão, entre aspas, sobre o jogo que falta, neste caso, para jogar, em termos de Benfica, e falta agora, sobretudo pro Porto, pensar naquilo que vem a seguir e o que vem a seguir é um jogo muito importante, campeonato é mais importante, e acho que o Porto tem que dar mesmo tudo e tem que conseguir ganhar pra Champions League.
João Castro, era uma tarefa difícil para um Estoril em apuros, como também relatava o Pedro Henriques. Não teve um jogo fácil nem de sucesso no Dragão. Uma equipa que acabou de mudar de treinador, tem apenas dois pontos no campeonato. Pergunto se este era o melhor jogo para o Futebol Clube do Porto fazer então essa gestão para o jogo de quarta-feira frente ao Nápoles, que é muito importante para os Dragões.
Sim, para o Porto é uma maravilha o calendário ter apanhado o Estoril nesta altura antes do jogo do Nápoles. O Porto faz uma boa exibição, obviamente. Muito dinâmico. No Porto eu vou destacar o Samu. O jogo de costas do Samu cresceu exponencialmente com o Farioli. Era um jogador que tinha muitas dificuldades nesse aspecto e acho que está a evoluir muito. E isso traz também mais qualidade ao jogo do Porto, pois tem essa capacidade física. O Porto continua a falhar realmente alguns gols, mas era um Estoril muito permeável também. Eu não consigo perceber bem o Estoril em termos de política desportiva este ano, porque o treinador não estava a funcionar, depois houve paragem, podiam já ter ido buscado um novo treinador, agora é o interino, que já tinha a equipe técnica. A verdade é que deixa nomes muito importantes de fora, como o João Carvalho, por exemplo. Portanto, alguma coisa se passa também a nível do ambiente, provavelmente o balneário ou aquilo que o Pedro disse, a falta de algum compromisso, porque o Pedro tocou no ponto, uma equipe que está a lutar para sobreviver, tem que lutar e muitas vezes tem que fazer faltas. A agressividade mede muito essa condição de lutar pela sua sobrevivência. Se não faz faltas, é permeável, o Porto foi por ali fora e realmente não foi o maior amasso, porque o guarda-redes do Estoril também fez ali umas defesas quase impossíveis. Podia ter marcado também o Estoril um, mas se calhar o resultado acaba por ser sete-um. E portanto acho que o Estoril tem que rapidamente decidir a sua política desportiva, porque o Estoril passa, e é um ponto importante que às vezes também faz sentido nós refletirmos todos. O Estoril passa de um treinador como o Ian Cattro, um treinador ofensivo, de posse, para um treinador como o Vasco Matos, que é um treinador mais defensivo, gosta mais de solidez defensiva. Portanto, em termos de política desportiva e de mentalidade, aquela equipe passou do oito ao 80. E isso muda muita coisa dentro da mentalidade dos jogadores e do que os jogadores também entendem que é o futebol. Não sei, vamos ver se vai haver novo treinador no Estoril em breve, mas é realmente uma equipe que está nesta altura em areias movediças e continua-se a mexer muito e cada vez afunda-se mais.
Antes de irmos às declarações de Rui Costa ontem na Assembleia Geral do Benfica, João Pinto, queria te perguntar se o Benfica está agora mais pressionado, está a oito pontos neste momento, pressionado para esse jogo com o Alverca amanhã.
A resposta simples é sim, está mais pressionado. Obviamente, o Benfica vai jogar em casa, vai jogar com o Alverca. Também é favorito, agora tem que fazer os três pontos porque joga em casa e joga para o campeonato. Seja quem for o adversário na Luz, é sempre para ganhar. Agora, sim, os números estão lá, o Benfica precisa dos três pontos para se chegar à frente e para continuar esta distância, que eu digo que ainda é razoável para o Futebol Clube do Porto.
Vamos então à Assembleia Geral do Benfica, que decorreu ontem e com vários recados do presidente encarnado. Rui Costa lançou algumas farpas aos rivais, mas também falou sobre Pedro Proença, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol. João Pinto, começo por ti, até porque os sócios questionaram o presidente encarnado relativamente a esta relação do Benfica com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, mostra que é aqui uma preocupação dos sócios, apesar de Rui Costa dizer que não está amarrado, nem dependente de qualquer instituição.
É uma posição ingrata que o Rui Costa tem agora, porque realmente houve aqui uma tentativa de consenso para se tentar chegar a esta direção da Federação, esta direção da Liga, e tentou-se, mas depois quem cedeu ficou com cara de parvo, porque de repente ninguém gosta do Pedro Proença, o Pedro Proença não está a fazer um bom trabalho e o Benfica sente que está a ser absolutamente prejudicado nesta questão da centralização dos direitos. Portanto, o Benfica recuou, Rui Costa recuou, afinal já não quer ser amigo e está a apresentar os argumentos que o fizeram levar a essa ruptura. O Benfica não está em condições de poder perder dinheiro com a centralização dos direitos. Acho que o Benfica faz muito bem em defender a sua dama, faz muito bem em defender os seus rendimentos. Não é uma questão de democracia, é uma questão de ascendente do Benfica, de tamanho do Benfica, de peso do Benfica, e o Benfica tem que fazer valer isso mesmo. Agora, quando cedes antes, assinas o papel, a seguir arrependes-te, já custa um bocado mais, já é mais difícil mesmo do ponto de vista da postura oficial. O Benfica tem aqui um problema, tem que se tentar resolver. Acho que não se resolve com discursos em assembleias gerais, resolve-se com ação e o que o Benfica fez, esta petição que o Benfica fez, que já leva 80 e tal mil assinaturas, essa sim, pode vir a ter peso.
Em relação a esta questão dos direitos televisivos, João Castro, presidente do Benfica, diz que o clube encarnado é o único que fica a perder. Nós já ouvimos a tese de que são os três grandes que ficam a perder com esta centralização dos direitos desportivos a nível financeiro e que o Benfica tem ações judiciais preparadas para recorrer em todas as instâncias. Isto põe em causa o próprio acordo ou pode pôr esta posição do Benfica?
Pode. Acho que o João Pinto resumiu também bem. Primeiro assinam, depois se calhar fizeram melhor as contas e as coisas não estão fáceis. E podem perder aqui algum valor. O Benfica, naturalmente, tem que defender os seus interesses, mas isto vai acontecer. Porque, obviamente, assim também o próprio governo fez força para que isso acontecesse. Eu acho que isto irá acontecer, mas poderá ter que existir um entendimento entre todos para que o Benfica também não se sinta prejudicado. Aqui estas promessas e quem fez as contas da centralização agora vai ter que também chegar-se à frente e perceber realmente se as contas foram bem feitas, se o valor do nosso produto é bom para conseguir esses valores, o que eu tenho as minhas dúvidas, e portanto não vai ser fácil. Acho que vai haver aqui uma batalha judicial, isso não tenho a menor dúvida.
O Rui Costa mandou umas farpas, pelo que parece ser, para os presidentes rivais. Disse que não é um papagaio falante como muitos dos que andam por aí. Luís Pinto Coelho, esta boca do presidente do Benfica era para quem?