O futebol argentino irá parar por causa da final da Copa do Mundo de 2026. A Associação do Futebol Argentino (AFA) confirmou a suspensão de todas as partidas oficiais programadas para a segunda-feira, dia 20, e a terça-feira, dia 21 de julho. A decisão interrompe o calendário de todas as categorias do futebol no país. O objetivo da entidade é organizar a recepção da delegação nacional que retorna dos Estados Unidos após a disputa da final da Copa, que acontece neste domingo (19), às 16h.
A paralisação ocorre independentemente do resultado da decisão contra a Espanha na final. Segundo comunicado divulgado pela AFA, a medida é necessária devido ao retorno programado dos atletas ao território argentino. A segurança do retorno e a expectativa de mobilização da população pesaram na escolha das datas para o hiato nas competições argentinas.
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A suspensão afeta diretamente confrontos importantes e provocará o adiamento da final da Supercopa Argentina. O jogo entre Estudiantes de La Plata e Independiente Rivadavia estava agendado para a terça-feira (21) e agora aguarda a definição de uma nova data. As equipes vinham em processo de preparação há semanas para a disputa do troféu.
Além da Supercopa, o cronograma de outras competições de divisões inferiores também foi paralisado. Com a suspensão formalizada, os clubes argentinos receberam autorização para reorganizar suas agendas internas enquanto aguardam os novos prazos da federação. O cenário de interrupção total é similar ao que aconteceu após a Copa de 2022, quando multidões ocuparam as vias públicas de Buenos Aires para recepcionar a equipe que foi campeã do mundo.
As autoridades locais avaliam a possibilidade de decretar feriado nacional na segunda-feira, dia 20 de julho. A intenção é permitir que a população acompanhe o trajeto da seleção pelas ruas, repetindo o modelo de celebração utilizado no último título mundial. O governo e a federação monitoram a situação para oficializar os procedimentos após o encerramento da partida decisiva em Nova Jersey.
O retorno da delegação acontecerá após uma campanha em que a Argentina liderou seu grupo e superou adversários como Cabo Verde, Egito, Suíça e Inglaterra no mata-mata. Na final, o país busca seu quarto título mundial, o que o isolaria como o terceiro maior vencedor da história da competição. Caso vença a Espanha, a equipe comandada por Lionel Scaloni será a primeira a conquistar o bicampeonato consecutivo desde o Brasil nas edições de 1958 e 1962.
A federação argentina deve divulgar os detalhes logísticos do desembarque e o roteiro do ônibus da delegação assim que a participação na Copa for concluída oficialmente na noite de domingo.
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