No boxe, quando um dos lutadores apresenta falta de iniciativa e simula quedas, é passível de punição, e pode até ser desclassificado.

No futebol, às vezes assistimos times que se fecham, criam um sistema defensivo eficiente, e está tudo bem.

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França bate Paraguai que, eliminado, se liberta da bola

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Mas, em diversas ocasiões, o chamado 'anti-futebol' é irritante.

Uma falta sofrida é motivo para ganhar preciosos segundos.

Ou o contrário: em uma falta a favor, o jogador fica 'penteando' a bola, muda ela de posição, reclama da barreira adversária. E lá se vão mais outros preciosos segundos, às vezes minutos.

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Era isso o que o Paraguai estava fazendo contra a França até os 19 minutos do segundo tempo.

Aí, — e isso era praticamente inevitável —, Désiré Doué, que havia acabado de entrar, chegou driblando na grande área paraguaia e foi claramente derrubado por Diego Gómez.

O árbitro, perto do lance, deveria ter marcado a infração na hora, mas foi o VAR, providencial, que o avisou sobre o lance.

A catimba paraguaia apareceu até na hora da cobrança, quando um dos sul-americanos tentou fazer um buraco na marca do pênalti, com sua chuteira.

Mbappé, com a qualidade e frieza habituais, tocou em um canto, o oposto escolhido pelo goleiro Gill.

Depois, com a 'vaca indo para o brejo', o Paraguai tentou aquilo que não fez em nenhum momento: buscar o gol.

E provou do próprio veneno, pois aí foram os franceses que cozinharam o jogo.

Sim, vítima, porque somente uma hecatombe pode impedir os franceses de avançarem à semifinal.

Pois, se tentarem jogar pra cima da França, serão superados, sem dó nem piedade.

E, se fizerem como o Paraguai fez, apenas vão adir um pouco a hora de levar o primeiro gol.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados