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As transmissões televisivas, as narrativas dos underdogs, os heróis e os vilões: antes da final do campeonato do mundo, fazemos o balanço do maior espectáculo do ano.
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Sejam muito bem-vindos a mais um "PopUp", o encontro semanal entre estes três campeões da cultura popular: Maria Ramos Silva, Bruno Vera Amaral e Pedro Boucher Mendes. Esta semana, antes da grande final, vamos fazer o balanço pop do Mundial de Futebol. Pedro Boucher Mendes, vamos começar por ti, sem mais introduções, sem mais demoras, até porque quando o Mundial começou, os nossos ouvintes fiéis e estimados devem lembrar-se, fizemos uma espécie de abertura. E agora que tudo vai acabar este domingo, com a final mais ansiada pela Maria Ramos Silva, Espanha e Argentina.
Pedro Boucher Mendes, vamos começar por ti. Até porque antes deste programa, em que eu vos pedi: "Vamos fazer o nosso balanço pop do Mundial". Até porque o Mundial é talvez o maior espetáculo deste ano de cultura popular. Tu chegaste à frente.
...eu não percebi se disseste isto como afirmação ou como pergunta, que é: este foi o melhor mundial de sempre. É a tua convicção ou é uma dúvida que tu tens?
Eu não gosto muito, e acho que as pessoas também não gostam muito, de mundiais que decorrem em vários países em simultâneo, embora vá ser esta a tendência. Não podemos chamar a este mundial o Itália 90 ou França não sei quantas. Vamos ter que chamar: "Não, aquele mundial do Cabo Verde brilhou" ou qualquer coisa. Apesar de acho que todos nós nos olvidamos depressa de que também houve jogos no México e no Canadá.
Do AI Seed foram todos em Miami. Dos 20 jogos: "Miami, ok, Miami".
E provavelmente vai ficar assim na história como aquele outro mundial dos Estados Unidos.
Melhor mundial por quê? Porque teve mais equipas.
E tendo mais equipas, teve mais focos de diferenciação. Teve mais underdogs, mais fãs de várias cores, feitios e tamanhos, mais camisolas de várias cores. Portanto, a quantidade aqui significou uma ideia de maior diversidade.
Sim, mais festa. Apesar de alguns dos países mais populosos do mundo, como a Nigéria, Indonésia ou a China, em especial, e a Índia, nem sequer participarem no mundial. Portanto, o mundial sem alguns dos países mais populosos do mundo é um conceito um pouco estranho. Depois, os americanos fazem muito bem as transmissões, embora estas transmissões não sejam completamente americanizadas. Não temos a Kiss Cam, por exemplo, acho eu que não tivemos.
A FIFA impôs regras, mas em todos os jogos, pelo menos na primeira fase, se terão reparado, a realização de televisão, provavelmente em acordo com a FIFA, em todos tivemos focos de público muito felizes, muito vestidos a condizer. Portanto, especulou-se se a própria organização do mundial não coreografou aqueles momentos.
Houve momentos muito reais, mas não estou contra, claro. E que esses momentos foram captados e depois feito o insert na transmissão, imagina, uma pausa do jogo a qualquer.
Eu acho que isso certeza aconteceu, por exemplo, no jogo França x Espanha-
Certeza. França x Espanha, em que há um momento em que se vê uma adepta no estádio virada de costas para a câmera com a camisola do Mbappé.
Só se veem as costas dela, não há movimento à volta. É uma imagem praticamente estática.
Não, já estava a decorrer, o jogo estava a decorrer. E aparece aquela imagem, mas não vês movimento das pessoas à volta e ela está de pé e a olhar para a área.
Isto aconteceu muito provavelmente por causa das mensagens políticas que possam existir. Ou seja, não podes estar a varrer com a câmera, a filmar.
E de repente aparecer um tipo a dizer: "Dá-me a tua camisola", um cartaz, não sei o quê, que é o que vemos sempre nos jogos portugueses, vemos sempre não sei quantos: "Dá-me a tua camisola". Eu não me lembro de ver alguém a dizer: "Dá-me a tua camisola", mas posso estar-