Nico Hülkenberg reconheceu que o retorno do GP da Alemanha ao calendário da Fórmula 1 parece “distante” no momento. A corrida alemã não aparece no calendário desde 2019, quando Hockenheim recebeu uma das provas mais caóticas da década.

Desde então, a Fórmula 1 voltou a correr na Alemanha apenas uma vez. Em 2020, o Nürburgring entrou no calendário durante a temporada afetada pela pandemia de Covid-19, recebendo o GP de Eifel.

Recentemente, Stefano Domenicali voltou a falar sobre a possibilidade de a Alemanha recuperar espaço no calendário. O CEO da Fórmula 1 afirmou que a categoria está aberta à possibilidade de realizar novamente uma corrida no país.

Hülkenberg, no entanto, não acredita que isso aconteça em um futuro próximo. Questionado sobre o assunto pela imprensa, o piloto da Audi preferiu adotar cautela.

“O tempo dirá. No momento, parece e dá a impressão de estar bastante distante de acontecer.”

Dessa forma, apesar da abertura demonstrada por Domenicali, ainda não existe uma perspectiva concreta para o retorno da Alemanha. Enquanto isso, outros países tentam garantir uma vaga no calendário da Fórmula 1.

Atualmente, diversos países demonstram interesse em receber um GP. Ruanda, África do Sul e Tailândia estão entre as nações que já manifestaram publicamente o desejo de entrar no calendário.

Além disso, a Argentina surgiu como uma nova candidata. O interesse pelo país aumentou com a popularidade de Franco Colapinto, que ajudou a aproximar novamente o público argentino da Fórmula 1.

Para Hülkenberg, a presença de um piloto de determinada nacionalidade pode criar uma conexão importante entre a categoria e os torcedores daquele país.

“A Argentina e Franco têm um grande impacto. Eles têm um enorme número de seguidores, uma base de fãs gigantesca.”

Segundo Hülkenberg, ter um piloto local no grid ajuda a fortalecer essa relação. Ainda assim, ele considera que a própria presença da Fórmula 1 já representa uma grande oportunidade para qualquer país.

“Se a F1 tem um piloto daquele país, obviamente isso cria um grande ponto de conexão e aproxima aquela nação da Fórmula 1.”

Por outro lado, o alemão destacou que os benefícios vão além da ligação criada por um piloto. Para ele, receber uma corrida proporciona exposição internacional e chama a atenção para o país durante todo o fim de semana.

“Mas, no geral, é a própria F1. É atraente para muitos países receber a categoria porque isso traz muitos benefícios.”

“Isso chama muita atenção para o país durante aquele fim de semana.”

Assim, enquanto Alemanha e Hockenheim seguem sem uma perspectiva clara de retorno, a Fórmula 1 continua recebendo manifestações de interesse de diferentes partes do mundo. A presença de Colapinto, por sua vez, colocou a Argentina entre os países que passaram a ganhar maior atenção nesse cenário