O presidente da FIFA, Gianni Infantino, confirmou ter recebido uma ligação de Donald Trump sobre a expulsão do atacante norte-americano Folarin Balogun durante jogo da Copa do Mundo. Em manifestação publicada nas redes sociais nesta segunda-feira (6/7), Infantino destacou que os órgãos judiciais da FIFA são “independentes”.

“Os órgãos judiciais da FIFA são independentes. Eles operam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nas regulamentações aplicáveis e nos fatos específicos diante deles. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve sempre ser respeitado”, destaca.

No domingo (5/7), o comitê da Fifa liberou que Balogun jogasse pelos EUA no confronto contra a Bélgica pelas oitavas de final da Copa, nesta segunda-feira. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter ligado para Infantino e pedido a suspensão do cartão vermelho aplicado no jogo contra a Bósnia e Herzegovina.

Na manifestação, Infantino disse que costuma receber ligações de chefes de Estado para tratar de diferentes assuntos. “Sim, eu discuto regularmente assuntos relacionados à Copa do Mundo da FIFA com o presidente dos Estados Unidos e, nesse caso, recebi uma ligação do presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado, funcionários governamentais, partes interessadas no futebol e executivos empresariais de todo o mundo sobre muitos temas diferentes”, disse.

“Durante nossa conversa, expliquei que havia um processo legal em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da FIFA e que o caso seria decidido no devido tempo pelos órgãos competentes. É assim que o sistema da FIFA funciona, e é um princípio que eu sempre defenderei”, diz o presidente da Fifa.

Em entrevista coletiva na Casa Branca, nesta segunda-feira, Trump afirmou ter ligado para Infantino e ainda jogou suspeitas sobre a atuação do árbitro brasileiro Raphael Claus, que apitou a partida e deu o cartão a Balogun.

“Não quero dizer isso, pois não gosto de criar controvérsias, mas é bem suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe?”, disse Trump sobre Claus.

Infantino confirmou ter conversado com Trump por telefone

Presidente da Fifa afirma ter dito a Trump que o caso seria decidido pelos "órgãos judiciais independentes da Fifa"

Balogun foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, aos 19 minutos do segundo tempo da vitória por 2 x 0 sobre a Bósnia e Herzegovina

Trump jogou suspeitas sobre a atuação do árbitro brasileiro Raphael Claus, que apitou a partida

O atacante, que havia marcado no duelo contra a Bósnia e Herzegovina na fase de 16 avos, foi expulso após dar uma forte entrada no calcanhar do zagueiro Muharemovic. O lance seguiu, mas o árbitro de vídeo recomendou revisão, e Claus interpretou a falta para cartão vermelho direto.

Ejetado da partida, Balogun seria um grande desfalque para a partida contra a Bélgica pelas oitavas de final. Apesar disso, a Fifa comunicou oficialmente que anulou a expulsão do jogador e que o camisa 20 estaria disponível para o duelo.

Bélgica e EUA se enfrentam nesta segunda-feira (6/7) e, antes de a bola rolar, a Federação Belga de Futebol, por meio de nota oficial, cobrou explicações da Fifa após a revisão do cartão vermelho apresentado a Balogun.

“Não obstante o exposto, a decisão contradiz diretamente as disposições do Regulamento das Competições da Copa do Mundo FIFA 2026, conforme estabelecido no Artigo 10.5: ‘Se um jogador ou membro da comissão técnica for expulso em decorrência de um cartão vermelho direto ou indireto (segundo cartão amarelo), será automaticamente suspenso da partida seguinte de sua equipe. Além disso, outras sanções poderão ser aplicadas”, diz trecho.

Em resposta à Bélgica, a Fifa rejeitou o pedido e afirmou que a delegação belga não tem envolvimento legítimo no caso.

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