O presidente da Fifa, Gianni Infantino, condenou "de forma inequívoca" os comentários racistas dirigidos ao atacante francês Kylian Mbappé pela senadora paraguaia Celeste Amarilla. O Painel de Opinião dos Jogadores da entidade também se manifestou nesta terça-feira.
Infantino publicou uma mensagem no Instagram ontem (6). "O mundo do futebol e a sociedade como um todo estão unidos em apoio ao capitão da seleção da França: devemos lutar contra o racismo e erradicá-lo juntos", escreveu o dirigente da Fifa.
"O futebol mostrou durante esta Copa do Mundo até que ponto é um poderoso fator de união em nossas vidas. Nosso esporte deve permanecer como um espaço inclusivo e seguro para todos nós", acrescentou. Ele também assegurou que a Fifa continuará com seus "esforços para erradicar a chaga do racismo do nosso magnífico esporte e da sociedade".
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Hoje, a Fifa se pronunciou oficialmente por meio do Painel de Opinião dos Jogadores. O comitê formado por 16 ex-atletas divulgou uma declaração de George Weah, vencedor da Bola de Ouro em 1995 e capitão honorário do grupo.
"Estamos em total solidariedade com Kylian Mbappé e condenamos esse abuso repreensível nos termos mais fortes possíveis. O futebol deve ser sempre um jogo de respeito, inclusão e união. Não pode haver tolerância para discriminação de qualquer tipo. Nossa mensagem é clara: o racismo nunca faz parte do jogo. É um crime", afirmou Weah.
The FIFA Players' Voice Panel (PVP) is deeply disturbed by the racist abuse suffered by France player Kylian Mbappé.Racism is an attack on human dignity and has absolutely no place in football, at the FIFA World Cup™ or in society. pic.twitter.com/B7RRD5B4gF
Após a vitória da França sobre o Paraguai (1 a 0 nas oitavas de final) no sábado, a senadora Celeste Amarilla fez críticas de teor racista a Mbappé, por meio do X, por sua atitude ao fim do jogo, quando não quis cumprimentar o goleiro 'guarani' Orlando Gill.
"O bruto nem sequer aprendeu a escrever, em vez de leite materno, mamava em cocos e as coisas mais cultas que ouviu na vida foram chimpanzés. Você devia ter mostrado o dedo do meio para ele, Orlando Gill, eu faço isso no Senado e não acontece nada!!!", escreveu.
"Camaronês colonizado, fingindo ser francês, ressentido, novo rico, prepotente e feio. Ele ficou nervoso e morrendo de medo durante a partida toda, assim como todo o seu time, não conseguiram marcar um gol sequer e venceram por sorte... A única coisa que muitos de nós lamentamos da 'Albirroja' é não terem dado um tapa de mão aberta na cara dele depois que o jogo acabou", acrescentou Amarilla em outra publicação.
Nesta segunda-feira, pela mesma rede social, Mbappé respondeu à política paraguaia: "Senhora Celeste Amarilla, você é uma mulher desprezível e indigna do seu cargo", escreveu o jogador do Real Madrid. "Jamais permitirei que pessoas como ela tenham a liberdade de espalhar o seu ódio e racismo pelo mundo."
Tanto o governo francês como o paraguaio manifestaram seu apoio a Mbappé e condenaram as palavras da senadora.
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