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JJ assume a pasta de Martínez e pede uma seleção que jogue o dobro. Espanha está a beneficiar da sorte? "Haaland mania" quer levar a Noruega às meias, Suíça tenta surpreender Messi e companhia.
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jesus no comando, fé no caminho e todo um futuro para construir à frente da seleção portuguesa. Vamos analisar as primeiras declarações do novo selecionador nacional. No Mundial 2026, já se sabe que vamos ter uma meia-final entre Espanha e França e hoje também ficamos a saber entre Noruega e Inglaterra quem segue para as meias e, já pela hora da madrugada, para os corajosos, às duas da manhã, hora portuguesa, há ainda o último embate entre Argentina e Suíça. Temas para serem analisados nesta edição de "O Campeão É". Hoje, a análise é do Luís Pinto Coelho, do João Pinto e do Pedro Henriques. Eu sou o João Costa e Silva. Vamos começar por Jorge Jesus. Daqui a pouco também vamos falar dessa transferência já oficial de Morten Hjulmand do Sporting para o Atlético de Madrid. Para já, e é oficial, Jorge Jesus é o novo selecionador nacional, com uma apresentação bem ao seu estilo, não fosse ele também uma fábrica de memes, sempre muito imprevisível. João Pinto, um homem igual a si próprio, com declarações fortes. Falou inclusive até do meio-campo da seleção nacional portuguesa. Garante que o esquema tático que Portugal usa não é aquele que gosta de usar. A mudança já começou?
Olá, bom dia. Sim, aquele Jorge Jesus que nós conhecemos e que aprendemos a gostar está aí. Vem quando atinge um marco na sua carreira de ter ganho na Arábia Saudita, depois de muita coisa ganha lá fora. Aquilo que sabemos de todos os Jorge Jesus é que é realmente essa fábrica de memes que tu estavas a falar, é este folclore à volta do Jorge Jesus, que faz Jorge Jesus quem ele é. E obviamente, todos os portugueses agora têm um interesse adicional de ir ver jogos da seleção. Queremos ver como é que ele esbraceja no banco, como é que ele grita com os homens, como é que ele faz as conferências de imprensa e é esse picante adicional que ganhamos na seleção. Depois, é um treinador competente, não é mais nem é menos competente dos que já lá passaram. É realmente um homem com ideias diferentes e que já trouxe coisas ao futebol que nunca ninguém tinha visto antes. Algumas boas, outras nem tanto, mas é Jorge Jesus no seu melhor e, portanto, só lhe desejo o melhor e que faça na seleção aquilo que fez nos picos da sua carreira.
Alguma declaração que te tenha surpreendido? Foram várias.
Finish. Luís Pinto Coelho, 12 dos 27 jogadores que foram convocados para este mundial trabalharam com Jesus. E depois, claro, que o tema Cristiano Ronaldo ou Cris, como ele fez questão de dizer várias vezes, veio à baila. O foco não deve estar aí. JJ tem agora mais com que se preocupar do que a gestão de Cristiano Ronaldo.
Olá, bom dia. A gestão do Cristiano é extremamente importante e vai ser outra vez o foco que se vai perceber se vai continuar a criar alguma instabilidade ou não. Mas eu a dada altura pensei que o JJ ia dizer que lançou o Eusébio. Porque ele começou ali empolgado, ainda vai ao Eusébio, porque aqueles já eram todos os jogadores, já tinham sido lançados por ele, aquilo é fantástico. Eu acho que o Jorge Jesus é um treinador competente. Acho que depois também se faz mais do que o que é, porque também tem uma boa comunicação social atrás dele e ajuda muito, porque se a gente for espremer realmente os resultados dele, comparativamente até com outros treinadores portugueses, não é assim tão brilhante. Mas há uma coisa que, por exemplo, o João Pinto aqui disse uma vez, que é uma visão que eu até tendo a concordar, que é: eu no meu clube quero ganhar, mas na seleção quero ver jogar bem. E eu acho que o Jorge Jesus tem essa tendência de pôr um futebol mais ofensivo, mais apelativo e mais atrativo para nos prender às televisões ou estádios se estamos a ver ao vivo. Acho que isso pode ser uma mais-valia. Roberto Martínez era mais pragmático, o Fernando Santos também, o próprio Carlos Queiroz, eram treinadores um bocadinho diferentes. Jorge Jesus tem uma matriz um bocadinho diferente. Não é melhor nem pior, é diferente, mas se calhar é mais atrativa pro comum adepto. Agora, este amor todo vai terminar em setembro quando vier a primeira convocatória, porque a nossa cultura é assim e vai se começar a dizer que afinal o Jorge Mendes continua a mandar ou porque vai convocar aquele jogador do Porto e fica o de Sporting e não convoca o outro e vai ser a mesma coisa. Embora depois o Jorge Jesus tenha essa virtude, que responda às perguntas melhor que o Roberto Martínez, que era muito redondo, e isso vai nos trazer conferências de imprensa mais animadas. Agora, não estou com este otimismo todo. Espero não ter razão e espero, obviamente, que ele tenha sucesso, porque eu gosto muito da nossa seleção e quero ver a seleção brilhar.
Pedro Henriques, bom dia. Como é que está esse otimismo? Sabemos que o grande teste de JJ, e como dizia muito bem aqui o Luís, é já na Liga das Nações, num grupo que tem Noruega, Dinamarca e País de Gales. Vamos ver já uma seleção com outras ideias e outro andamento já no final de setembro?
Bom dia. O meu otimismo leva-me ao ponto de discordar ligeiramente aquilo que os meus colegas aqui disseram e não quer dizer que eu tenha razão. É que eu acho que de todos os selecionadores, este é claramente o mais competente. Aliás, eu não acho, eu tenho a certeza absoluta em todos os aspectos. Portanto, não consigo comparar sob o ponto de vista daquilo que é a intervenção do jogo, conhecimento. Quando eu digo conhecimento, é conhecimento no sentido de pôr as peças a funcionar e, sobretudo, saber mexer com as peças quando aquilo não está a acontecer. Eu não tenho dúvidas que é muito mais competente em relação a quase todos os que lá passaram. Isto é a minha opinião, mas com muita convicção e com muita certeza Percebemos que vai haver coisas diferentes quando ele fala na questão do meio-campo. Provavelmente vamos ter ali um 4231 ou um 442, que ele tanto gosta de utilizar, muito provavelmente. Ou seja, ele deu a entender que a maneira como iria articular a questão do meio-campo é diferente. Fica também no ar a questão do CR7, porque enquanto o Cristiano Ronaldo jogar à bola, vai sempre ter esta questão do Cristiano Ronaldo pelo impacto que ele tem. Mas ele também foi muito assertivo, no meu ponto de vista, e apresentou números. Acho que foi 16 o número que ele falou das vezes em que ele substituiu o Cristiano Ronaldo. Se não foi 16, foi 18, foi assim o número deste ano. E até disse o número de vezes que o Cristiano Ronaldo nem sequer foi a jogo. Se é uma gestão feita só por ele, se é ele que também que faz essa gestão falando com o jogador, ele deu a entender as duas coisas. Passará sempre pela conversa com o Cristiano Ronaldo, mas ele fez questão de dizer que no fim é ele que decide, é ele que manda. Independentemente de Jorge Mendes, independentemente da importância que tem o Cristiano Ronaldo. Depois, há uma questão que também foi abordada e que eu tenho curiosidade. É que com esta articulação de meio-campo, aparentemente diferente, a minha pergunta vai diretamente para onde é que vai caber Bernardo Silva e o que é que se vai fazer a Bernardo Silva, até porque há a histórica em relação a Bernardo Silva e a tal situação.
Pois, Luís, se calhar aí tens toda a razão. Vamos ver. Pode ser que todos tenham crescido, do ponto de vista mental, e se calhar aqui já começo a sublinhar o que diz o Luís. Vamos ver o que é que vai acontecer relativamente a isso. E depois, termino com esta questão, e aqui o João Pinto tem toda a razão e o Luís também disse isso, acho que todos nós já tínhamos saudades da em português e em português do Jorge Jesus deste tipo de conferências. Não fica nada por dizer, não fica nada por responder. Quando realmente, como diz o Luís, e bem, quando começar a primeira convocatória e que a malta acha que é o Manel, deve ir o Francisco, ou que as coisas não correm em termos de jogo, há essa certeza. Não vai haver discursos redondos, vai haver respostas que podemos depois gostar, não gostar, concordar, não concordar. E eu acho que neste momento a seleção nacional, com o talento que tem, com aquele talento que está a sair embora, com aquele que está a chegar, eu acho que precisava de um treinador, selecionador, com características muito idênticas ao Jorge Jesus. Na postura, na atitude, no comportamento e naquilo que eu acho que é a competência que o Jorge Jesus tem, e continuo a dizer isto, para mim, melhor do que os que lá estavam.
Contrato válido até 2030 para Jorge Jesus, que tem 71 anos, foi apresentado ontem, esta sexta-feira, na Cidade do Futebol, e o primeiro teste oficial é já a contar para a Liga das Nações, frente ao País de Gales, na primeira jornada desta competição a 24 de setembro. Já não falta muito. Seguimos com o Mundial e já a entrar na fase final, numa altura em que está definida a primeira meia-final desta prova. Vamos ter França e Espanha numa das meias-finais. Os espanhóis que começaram a vencer com um golo marcado à maior hora de jogo. A Bélgica não demorou muito para empatar. O golo da vitória surge por um suspeito má memória para nós portugueses. Mikel Merino, que voltou a marcar depois de ter sido herói nesse jogo frente à nossa seleção nacional, agora voltou a fazer a diferença aos 88 minutos. A Espanha segue assim em frente, Luís, e eu pergunto se esta Espanha, por aquilo que tem demonstrado, tem argumentos fortes para eliminar a forte França nas meias-finais, que deixou pelo caminho Marrocos.
Tem alguns argumentos. Se a Espanha conseguir ter muita bola e enervar um bocadinho a seleção francesa, pode ter algumas chances. Parece-me que também tem algumas debilidades defensivas, dá algum espaço, embora até tenha sofrido poucos gols. Penso que até sofreu-
...um golo, foi o primeiro ontem da Bélgica, mas dá algum espaço. E olhando para aquele contra-ataque da França, não é preciso muito para eles fazerem estragos. Continuo a dizer que a França parece uma seleção mais completa, mas o tiki-taka espanhol pode enervar os franceses. Mas ainda assim, se tivesse que dar aqui uma porcentagem, eu dava 60% a 40% para a França.
Muito bem. João Pinto, no que toca ao jogo, há muitas parecenças com o jogo de Portugal, no sentido em que a nossa seleção perdeu Nuno Mendes e a Bélgica acabou por perder Courtois, e isso até teve efeitos depois no segundo gol sofrido. Há uma estrelinha nesta Espanha, nesta edição do Mundial?
Porque eles ganharam o mundial e por cima do símbolo têm lá uma estrelinha.
Tirando essa. O golo contra Portugal não foi nada de sorte, foi tudo muito bem feito e pensado e havia ali um buraco que eles souberam explorá-lo. Ontem, não, ontem já foi mesmo uma frangalhada à belga, um remate mais ou menos fácil e depois um guarda-redes que dá a ideia que não aqueceu bem, portanto demorou muito tempo a levantar-se e o Merino chegou lá mais depressa. É uma Espanha que passa, que passa a mostrar as tais debilidades que o Luís estava a falar, que me parece que com bola vai jogar olhos nos olhos com a França, mas sem bola dá mais espaço e isso tendo aquelas máquinas todas lá na frente, os franceses vão querer e provavelmente vão aproveitar para fazer mais um ou dois. Acho que Espanha não aparece na sua melhor cara, mas apanhou realmente um Portugal que teve azar com o Nuno, uma Bélgica que também ficou com o Courtois. Olha, fiz um trocadilho.
Fizeste um trocadilho sem querer. É verdade. Ficou Courtois.
Que também ficou curta por causa da lesão do Courtois. Sim, é uma Espanha com estrelinha, mas acho que não vai chegar para parar o comboio gaulês.
Pedro Henriques, é mesmo essa a pergunta que te vou fazer, se esta Espanha consegue parar esse comboio com esses nomes todos no ataque. Mbappé, que por si só já tem metade dos gols que a França tem neste mundial