Enquanto no futebol a Noruega saiu vitoriosa e avançou às quartas de final da Copa do Mundo, o Brasil levou a melhor contra os Vikings no vôlei feminino e ganhou a preferência de uma promessa da modalidade com dupla nacionalidade. Filha de mãe norueguesa e pai brasileiro, Mikaela Hestmann pretende continuar seguindo o caminho que a colocou em destaque e chegar à Seleção Brasileira adulta.

Aos 18 anos, a ponteira atua no Sesc RJ Flamengo e acumula convocações recentes para a Seleção sub-19, onde foi campeã sul-americana, MVP e melhor ponteira da competição em 2024. Embora ainda não tenha sido chamada pelo técnico José Roberto Guimarães para representar a equipe principal, a possibilidade de defender o país escandinavo em quadra não é cogitada.

— No momento, com certeza eu estou com a cabeça na Seleção Brasileira adulta. Assim, eu sou apaixonada pela Noruega, nasci lá, óbvio que tenho todo o carinho. Mas Seleção Brasileira não é qualquer coisa que você possa simplesmente deixar em segundo plano — afirmou Mikaela, em entrevista ao Lance!.

➡️ Tudo sobre os esportes olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico

➡️ Brasil x Noruega: dupla campeã olímpica inspirou os 'vikings do vôlei de praia'

Mikaela nasceu na Oslo, capital da Noruega, em outubro de 2007, e se estabeleceu em terras tupiniquins pouco menos de um ano depois. Com 11 anos de idade, começou a jogar pelo Tijuca Tênis Clube, onde chegou até o profissional em 2023 e despertou o interesse de Bernardinho, que a levou para o Sesc RJ Flamengo no ano seguinte.

Enquanto ainda estava nas categorias de base do Tijuca, Mikaela precisou escolher entre voltar para sua terra natal com a parte norueguesa da família ou permanecer no Brasil e investir firmemente na carreira de atleta. Cinco anos depois, a jovem comemora a decisão de ter ficado no Rio de Janeiro, apesar da distância dos familiares.

— Em 2021, a minha família tomou a decisão de que seria melhor para minha irmã, para meu irmão e para minha mãe se mudar para lá. A minha ideia inicial não era ficar pelo vôlei, mas acabou que eu fiquei, ainda bem — comentou.

➡️ Brasil 3 x 1 Noruega: João Fonseca e uma vitória marcante em 2026

Mikaela viu os interesses da família entrarem em conflito no último domingo (5), com o confronto de oitavas de final da Copa do Mundo. A ponteira optou por não tomar partido enquanto a bola rolava, mas teve a missão de consolar a irmã caçula, Bianca, um dos milhões de torcedores impactados pela eliminação precoce da Seleção Brasileira.

— Minha irmã mais nova ficou com o Brasil, a minha mãe ficou com a Noruega, só que eu fiquei neutra. Eu não estava com nenhum dos dois (times). Inclusive, quando a Noruega fez gol, a minha irmã começou a ficar meio triste. Eu tive que "cair" um pouquinho mais para o Brasil, senão ia chatear muito ela, só que a minha mãe continuou torcendo muito — revelou.

Sem o Brasil na disputa, ficou mais fácil para Mikaela escolher um lado. A jovem admite não ser uma profunda conhecedora de futebol, mas faz questão de declarar sua torcida para a Noruega, além de reconhecer o feito de Haaland e companhia de conseguirem eliminar a única seleção pentacampeã mundial.

— Agora eu vou torcer para a Noruega, óbvio. Não acompanho futebol, não sei nada. Nem sei quem (a Noruega) vai pegar, não conheço um jogador. Só de ter ganhado do Brasil, para mim, já ganhou a Copa — disse, de forma bem-humorada.

Mikaela e parte do elenco do Sesc RJ Flamengo já iniciaram os treinamentos visando à temporada 2026/27. O primeiro compromisso será o Campeonato Carioca, que deve acontecer em outubro, antecedendo a Superliga Feminina.

🏐 Aposte na vitória da Seleção Brasileira na VNL*É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável