Charles Leclerc considera “muito impressionante” a abordagem agressiva da Ferrari no desenvolvimento do SF-26. Ele acredita que a estratégia pode ajudar a equipe a reagir na disputa pelos títulos da Fórmula 1 em 2026.

Antes do GP da Itália, a Ferrari está 87 pontos atrás da Mercedes no mundial de construtores. Ainda assim, a Scuderia mantém uma posição competitiva entre os pilotos.

Lewis Hamilton aparece empatado em segundo lugar na classificação. No entanto, o britânico fica atrás de George Russell pelo critério de desempate. Isso porque Russell tem duas vitórias, enquanto Hamilton venceu apenas uma corrida.

Kimi Antonelli lidera o campeonato. O piloto da Mercedes tem 59 pontos de vantagem sobre Hamilton.

Enquanto a Mercedes reduziu o ritmo de desenvolvimento, a Ferrari seguiu uma direção diferente. A Scuderia vem levando atualizações constantemente para o SF-26.

Até agora, a equipe introduziu pacotes em Miami, Barcelona, Áustria, Inglaterra, Hungria e Holanda. A Ferrari também prepara uma nova atualização de motor para o GP da Itália.

Dessa forma, a Scuderia pretende aproveitar ao máximo o ADUO. O sistema oferece oportunidades adicionais de desenvolvimento ao longo da temporada.

Em contraste, a Mercedes tem demorado mais para levar novidades ao carro. A equipe não introduziu atualizações desde o GP do Canadá em maio. Enquanto isso, a McLaren também vem reduzindo a vantagem da Mercedes.

Apesar da diferença na classificação, Leclerc vê o cenário com otimismo. Segundo ele, o trabalho realizado em Maranello mostra que a Ferrari encontrou uma direção clara para continuar evoluindo.

Além do ritmo de atualizações, Leclerc também destacou a postura agressiva da Ferrari na busca por soluções técnicas.

O monegasco citou algumas ideias inovadoras desenvolvidas pela equipe. Entre elas estão a asa traseira “Macarena” e a pequena aleta localizada na saída do escapamento.

Para Leclerc, essas soluções demonstram que a Ferrari está explorando diferentes caminhos dentro do regulamento.

“Existe um programa de desenvolvimento muito claro e ainda há muitas coisas que queremos melhorar”, afirmou Leclerc à imprensa.

“Está muito claro quais são as principais limitações da primeira parte da temporada. O motor e a potência que temos neste momento, em comparação com Mercedes e Red Bull, são os pontos em que mais perdemos. Portanto, esse é o nosso foco”.

Assim, o motor aparece como uma das principais áreas de atenção para a Scuderia. Entretanto, o trabalho não se limita à unidade de potência.

A Ferrari conta com departamentos dedicados ao motor, ao chassi e à aerodinâmica. Ainda assim, todos seguem um programa de desenvolvimento definido.

“Existe uma equipe de motor, uma de chassi e outra de aerodinâmica. Porém, o programa está definido. Sabemos para onde queremos ir, e isso é algo positivo”.

Leclerc considera positivo o comportamento mais previsível do SF-26 durante o desenvolvimento.

Na geração anterior de carros, o contato do monoposto com o solo criava dificuldades para a equipe. Como consequência, os resultados encontrados na pista nem sempre correspondiam aos dados obtidos no túnel de vento. Agora, a situação é diferente.

“Não acho que tivemos surpresas particularmente ruins na primeira metade da temporada. Com a geração anterior do carro, era difícil quando ele tocava o solo”