Zak Brown admitiu que a McLaren enfrenta uma temporada difícil na Fórmula 1 em 2026.
Depois de conquistar dois títulos consecutivos de construtores, a equipe perdeu terreno com a chegada do novo regulamento técnico e agora luta para recuperar competitividade.
O CEO da McLaren avaliou uma temporada em que a equipe está 239 pontos atrás da líder Mercedes e 105 atrás da Ferrari, segunda colocada.
Além disso, a Red Bull se aproximou e ameaça tomar o terceiro lugar, com apenas sete pontos separando as duas equipes.
Até agora, a McLaren conquistou apenas duas vitórias em 2026, ambas com Lando Norris. O britânico venceu os GPs da Hungria e da Holanda, disputados em torno da pausa de verão.
Enquanto isso, Kimi Antonelli, da Mercedes, vem dominando a disputa pelo título de pilotos com oito vitórias.
As dificuldades da McLaren estão relacionadas a limitações fundamentais de aderência e dinâmica veicular do MCL40. Portanto, a equipe não consegue resolver todos os problemas apenas aumentando a carga aerodinâmica.
Por esse motivo, a McLaren prepara uma mudança significativa no conceito do chassi para 2027. A equipe pretende adotar uma arquitetura diferente em vez de simplesmente manter a estrutura atual do monocoque, como alguns rivais devem fazer.
Além disso, Andrea Stella, chefe da equipe, já reconheceu que o foco do desenvolvimento passou para a próxima temporada.
A falta de velocidade nas retas também prejudica a performance, com fatores como arrasto aerodinâmico, relações de marcha e potência afetando a competitividade diante das equipes de fábrica.
Questionado sobre como avalia a temporada da McLaren, Brown não escondeu a dimensão das dificuldades.
“Difícil. Muito progresso, muito aprendizado”, afirmou.
O dirigente também lembrou que, no início do campeonato, muitos esperavam um domínio ainda maior da Mercedes.
“Se voltarmos à Austrália, todos achavam que a Mercedes venceria 24 corridas consecutivas. Eles tiveram uma temporada inacreditável. Ficaria muito surpreso se não conquistassem o campeonato”, declarou.
Entretanto, Brown ressaltou que nenhuma equipe pode considerar o título decidido antes do fim da disputa.
“Mas conhecendo-os como conheço, essa não será a mentalidade de nenhuma equipe de corrida, certo? Não termina até terminar. Agora temos quatro equipes que venceram corridas”.
Na avaliação do CEO, a competitividade também aparece no desempenho das equipes do meio do pelotão. Afinal, Alpine e Racing Bulls já demonstraram capacidade de se aproximar dos concorrentes mais fortes.
“Temos novamente uma F1 incrivelmente competitiva. A Alpine conquistou uma pole position, e quando você olha os tempos, seja da Racing Bulls ou da Alpine, ninguém está muito longe. Portanto, a disputa está cada vez mais apertada”, acrescentou.
Restam seis GPs na programação mencionada por Brown, embora o calendário ainda possa sofrer alterações. Uma das possibilidades citadas é a redução para cinco corridas, caso Imola substitua os GPs do Catar e de Abu Dhabi.
Diante desse cenário, o dirigente considera importante encerrar o ano com bons resultados. Assim, a equipe poderá aproveitar o impulso para iniciar 2027 em condições de voltar à disputa pelo campeonato