O sucesso atual da Copa do Mundo não é nada além da adoração de grandes nomes se enfrentando e quebrando recordes. Grandes eventos atuais são regados a muito dinheiro inflacionado para empresários, agentes públicos e privados. A cada etapa, vemos o dedo de alguém atrapalhando a grande festa do futebol. Hossam Hassan, técnico do Egito, afirma que a FIFA quer que Messi ganhe a Copa. “Tudo é uma questão de marketing e dinheiro. Eles querem que o Messi, campeão do mundo, permaneça na competição. No futebol, muitas coisas se resolvem fora de campo, de acordo com os interesses, o que aconteceu hoje foi injusto”, diz o técnico. É um discurso que tem amplificação de jogadores, técnicos e telespectadores. O técnico do Egito fez o sinal de racismo para denunciar um caso cometido por jogadores argentinos, mas, no entanto, a arbitragem o ignorou. E ainda foi punido.

A diferença da Copa de 1930 para a Copa de 2026 é que a de 30 era para o público, e a de agora é para os empresários. Se, na Copa de 1970, João Saldanha conseguiu montar uma seleção com o que havia de melhor, agora quem monta é a Nike, patrocinadores e empresários de jogadores, como Jay-Z, Stanley Kroenke, família Glazer, Dan Friedkin e Philip Anschutz. Jay-Z, famoso cantor e marido de Beyoncé, é empresário do Vini Júnior e investe nele. E lembramos que o próprio Jay-Z estava implicado nas acusações de Epstein. A elite mundial estava presente nas festas de Epstein e está presente nos estádios da Copa do Mundo. Desde Elon Musk, Bill Gates, Sarah Ferguson e Ehud Barak até Leonardo DiCaprio, Franck Ribéry e ex-presidentes americanos. Alguns deles saíram do país e conseguiram, através de Trump, que seus nomes saíssem da lista. Buscavam crianças para canibalismo nas festas na África e depois o alvo foram os latinos. Milhares de crianças foram levadas. Nada é feito.

Trump também zomba da Copa, alterando o rumo da competição, retirando o cartão vermelho de Balogun à sua revelia, e ainda leva desconfiança ao juiz brasileiro Raphael Claus. Isso sem contar as aberrações de discriminação a juízes e jogadores e humilhação ao Irã. O constrangimento de Ancelotti ao convocar Neymar era o reflexo de que o treinador que dizia ter comando dos seus convocados era um embuste. Jay-Z administra 20% da seleção, Giuliano Pacheco Bertolucci tem 6%, dois agentes controlam 11 convocados, ou seja, metade da seleção é convocada por duas empresas. Contrato da Nike que tentou impedir Endrick de jogar por não ser um atleta que usa seus equipamentos. Muitos conspiradores falam que, apesar da súplica popular de pedirem que coloquem o jogador em campo, na hora da chance de fazer o gol contra a Noruega, ele errou de propósito. Afinal, Ronaldo Fenômeno, na mesma situação em 2006, não errou. Além de Bruno Guimarães, que bateu o pênalti da mesma forma que perdeu pelo Newcastle. Mas são conjecturas.

No fim, tudo é dinheiro. Messi não é apenas um jogador. Messi é um produto. Um produto que vende muito bem. E, para isso funcionar direito, promovem a ideia de que é o melhor de todos os tempos e tentam tirar Pelé do trono. O que é muito difícil, pois, quando John Lennon afirmou que era mais famoso que Jesus Cristo, na década de 60, uma empresa inglesa fez a enquete e descobriu que os Beatles estavam em quarto lugar. Jesus estava em terceiro. Pelé era o segundo. O primeiro lugar ficou com a Coca-Cola. Um produto. A disputa com os valores de união e cidadania, respeito e fair play só está como justificativa de venda do produto da Copa do Mundo.

Tal qual o musical Chicago, onde assassinato, intriga e interesses são o centro das atenções, quando se transformam em um circo na mídia e aproveitam para explorar o estrelato, a Copa do mercantilismo tenta empurrar uma disputa de jogos do maior esporte do mundo através da lente do capitalismo, onde tudo é venda. Tudo é dinheiro. Não importa o que os donos da casa façam ou que os empresários façam, tudo é permitido para vender. A Copa tem mais polêmicas do que futebol, só faltaram as pernas de Ann Reinking.

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Mercantilismo da Copa expõe como dinheiro, marketing e interesses privados passaram a influenciar a maior competição do futebol mundial

Artista plástico da escola de Belas Artes da UFRJ com curso de pós-graduação em Educação e patrimônio cultural e artístico pela UNB. Trabalhou nos jornais O Fluminense, Diário da tarde (MG), Jornal do Sol (BA), O Dia, Jornal do Brasil, Extra e Diário Lance; além do semanário pasquim e colaboração com a Folha de São Paulo e Correio Braziliense.
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