O Campeonato Brasileiro de 2009 entrou para a história como o ano do centenário do Internacional. Em uma temporada de forte cobrança por conquistas, a equipe gaúcha via no Brasileirão de pontos corridos a grande oportunidade de coroar sua festa. Cada jogo em casa era tratado como uma final de campeonato. O Lance! relembra Internacional 3 x 0 Atlético-MG no Brasileirão 2009.

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O Internacional, na época sob o comando do técnico Tite, possuía um elenco de muita qualidade técnica no meio de campo. A aposta era na cadência do argentino Andrés D'Alessandro e nas jogadas pelos flancos, sempre contando com o forte apoio da torcida no Estádio Beira-Rio para sufocar e amassar os adversários desde os primeiros instantes.

Do outro lado, o Atlético Mineiro, dirigido por Celso Roth, vivia um momento de boa competitividade no campeonato. O Galo apostava na solidez defensiva e na velocidade de seu setor ofensivo liderado por Diego Tardelli, buscando roubar pontos preciosos como visitante para se manter no pelotão de frente da Série A.

O duelo na capital gaúcha colocava frente a frente duas das camisas mais tradicionais do país, em um embate direto por posições no cobiçado G-4. As arquibancadas coloradas pulsavam, criando a tradicional e temida "rua de fogo" e um ambiente totalmente hostil para os visitantes.

Quando a bola rolou, o Inter não deu margem para zebras. Com uma atuação coletiva irretocável e lampejos de genialidade, a equipe da casa construiu um contundente placar de 3 a 0. O jogo ficou eternizado na memória colorada não só pela vitória, mas pela pintura assinalada pelo atacante Edu, carimbando o triunfo centenário.

O meio-campo do Internacional tomou conta das ações da partida. Com passes verticais e muita movimentação, D'Alessandro encontrava espaços no sistema defensivo atleticano. O domínio territorial gaúcho rapidamente se transformou em vantagem no placar, com a zaga do Galo sofrendo para conter as investidas.

No segundo tempo, a porteira abriu. O próprio D'Alessandro balançou as redes aos 7 minutos com um forte chute de fora da área. A defesa atleticana não conseguiu conter o ímpeto dos donos da casa, que ampliaram o marcador e decidiram o jogo em um intervalo de apenas 15 minutos na etapa final. O golpe de misericórdia e o lance que eternizou a partida veio dos pés de Edu. Após um cruzamento na área, o jogador emendou um voleio espetacular (um "peixinho" acrobático), uma verdadeira pintura que explodiu o Beira-Rio e sacramentou os 3 a 0