Bom dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.

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Se há uma atitude condenada de forma quase unânime por diferentes correntes filosóficas — algumas até opositoras — ela é, sem dúvida, a veleidade. O amor médio. O meio-termo. O em-cima-do-muro. O morno. No universo automotivo — e quem lê o FlatOut há tempo sabe — nada pode ser pior que um carro morno. Que não é ousado nem conservador, que não diz a que veio. Que tem medo de assumir que é algo. É muito melhor ser um Pontiac Aztek ou uma Ferrari Luce do que um GWM Haval H6 ou um Geely EX2.

Eu disse isso quando a BMW lançou o atual Série 7 e também quando a Hyundai lançou o novo i20. E eu repito agora que a Hyundai revelou a quinta geração do Tucson. Ele, que já havia inaugurado a linguagem de design anterior da marca, com os faróis escondidos na grade, agora ganhou um visual completamente novo, chamado pela Hyundai de “Art of Steel”.

O elemento mais marcante do desenho são as novas luzes em formato de “H”, usadas tanto na dianteira quanto na traseira. Em vez de LEDs expostos, a Hyundai usa iluminação indireta para criar um efeito mais homogêneo. E, para quem achar o Tucson normal pouco quadrado, haverá ainda a versão XRT, com para-choques específicos, protetores inferiores e molduras de para-lama mais parrudas, reforçando ainda mais a aparência aventureira.

Por dentro a transformação é um pouco menos radical. O painel ficou mais horizontal e recebe uma grande tela central, mas a Hyundai resistiu à tentação de transformar absolutamente tudo em touch: ainda há botões físicos no volante. Também aparecem materiais claros e aplicações de madeira.

O que ainda não sabemos é o que haverá sob o capô. A Hyundai não divulgou as motorizações da nova geração, embora o Tucson já estivesse sendo desenvolvido com sistemas híbridos como parte importante da gama. Também não sabemos se ele voltará a ser oferecido no Brasil, mas deveria, para equilibrar um pouco o mar de carros genéricos que têm desembarcado ultimamente. (Leo Contesini)

A quinta geração do BMW X5 foi lançada no final de junho e trouxe a transformação mais radical da história do modelo, adotando a nova identidade visual “Neue Klasse” — além de uma versão híbrida plug-in com 612 cv que será a topo-de-linha enquanto o modelo M com motor V8 não chega.

Agora esqueça tudo isso, porque de lá para cá a BMW resolveu fazer algo bem mais interessante: pegar um X5 de primeira geração e colocar nele o motor V10 naturalmente aspirado do BMW M5 E60. O projeto faz parte de uma parceria contínua da BMW com a grife americana Kith — a mesma que, em 2024, resultou em um BMW XM “inspirado” pelo BMW M1. No fim, era só uma pintura roxa e alguns detalhes de acabamento, mas dessa vez a coisa ficou bem mais séria.

O projeto usou como ponto de partida o BMW X5 2000 do fundador da Kith, Ronnie Fieg. A ideia foi fazer um restomod à moda antiga — o visual original do carro foi mantido praticamente intacto, com mudanças que se resumem a detalhes de acabamento como as inscrições “KITH” nas pinças de freio e no quadro de instrumentos, além de para-choques com desenho mais esportivo. A verdadeira transformação aconteceu no cofre do motor, que agora abriga o V10 S85 do BMW M5 E60 — acoplado a um câmbio manual de seis marchas. Já o sistema de tração integral foi mantido.

De acordo com a BMW o projeto levou mais de um ano para ficar pronto, e incluiu uma restauração completa da carroceria e do interior nos padrões de originais, como se o X5 tivesse saído de fábrica com o V10 debaixo do capô, sem nada que denuncie o aspecto de project car.

Não foram divulgados detalhes sobre a mecânica mas, mesmo que o V10 tenha sido mantido completamente original, ainda estamos diante de um BMW X5 de primeira geração com 507 cv a 7.750 rpm e 53 kgfm de torque a 6.100 rpm.

A postura do carro denuncia que a suspensão também foi retrabalhada — novamente, sem detalhes, o que é uma pena — e só podemos concluir que esse SUV alemão deve ser muito bom de guiar. E é quase tão interessante quanto o X5 com motor V12 que a BMW fez para comemorar sua vitória nas 24 Horas de Le Mans de 1999.

Ah, a BMW e a Kith também fizeram um X5 “dos novos” customizado com pintura Frozen Titanium Silver. Legal. E agora, a próxima notícia… (Dalmo Hernandes)

Após uma espera de quase um ano desde sua confirmação, a picape média Kia Tasman finalmente foi lançada no Brasil. Ela vem com a missão de encarar a Toyota Hilux, líder de vendas no segmento — e também as rivais Chevrolet S10, Ford Ranger e Mitsubishi Triton, que costumam brigar de perto pela primeira posição.

A princípio a Tasman chega na versão única GL, que custa R$ 249.990. O motor é o 2.2 turbodiesel de 210 cv e 45 kgfm de torque — o mesmo usado pelo SUV Sorento. O câmbio é automático de oito marchas, com tração 4×4 e seletor de terreno. A picape vai de zero a 100 km/h em 10,2 segundos. A Tasman conta com um seletor no console central para os modos de condução (Eco, Normal, Sport e MyDrive) e com três variações de terreno (Areia, Neve e Lama). Para encarar terrenos difíceis, a Kia divulga que a Tasman tem ângulo de entrada de 28,9°, ângulo de saída de 25° e 23,1 cm de vão livre em relação ao solo. Além disso, apesar de não contar com snorkel, ela tem capacidade de imersão de bons 80 cm.

Com 5,41 metros de comprimento, 1,93 m de largura, 1,89 m de altura e 3,27 de entre-eixos, a Tasman é cerca de 10 cm mais longa e mais larga que média das concorrentes. A caçamba mede 1,51 m de comprimento por 1,57 de largura, com 54 cm de profundidade, resultando em um volume de 1.173 litros, enquanto a capacidade de carga útil chega a 1.190 kg.

Mas o que realmente chama a atenção na Tasman é o visual. Apostando em um estilo muito mais ousado que suas rivais, ela tem para-lamas bem destacados da carroceria, decorados com apliques em plástico preto, e mais baixos quee o capô. Os faróis e lanternas são relativamente pequenos e as formas gerais são bastante retilíneas e utilitárias. É o tipo de design que divide opiniões, mas certamente não passa despercebido — o que pode, sim, ser uma vantagem. Já o interior traz um aspecto bem mais convencional, apostando no estilo contemporâneo com cluster de instrumentos integrado à central multimídia — ambos com telas de 12,3 polegadas e console central elevado.

A lista de equipamentos inclui ar-condicionado digital com tela de cinco polegadas sensível ao toque; chave presencial e partida por botão; faróis de LED; carregador de celular por indução e sensores de estacionamento dianteiro e traseiro. A Kia Tasman também traz sete airbags (frontais, laterais e de cortina), controles eletrônicos de tração e estabilidade, assistente de descida, assistente de partida em rampas, sistema de estabilidade para reboque e frenagem automática pós-colisão.

A Tasman ainda não consta no configurador da Kia, mas deve chegar às concessionárias da marca em breve. (Dalmo Hernandes)