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Após uma ausência de longos cinco anos (e uma campanha de teasers relativamente curta, o que por si só é um sopro de ar fresco), o Mitsubishi Pajero está de volta. A nova geração permanece como um jipe à moda antiga, com chassi de caminhonete — derivado da Triton — e motor turbodiesel. E, evidentemente, tração 4×4 com reduzida e tudo o que se espera de um off-roader valente. Ah, e ele já nasceu pronto para disputar ralis de longa distância, na melhor tradição pajerística.

Mas primeiro, vamos falar do visual. Agora que a gente se acostumou com o estilo meio futurista dos carros atuais, o Pajero definitivamente agrada. A linguagem visual é totalmente contemporânea, com formas retilíneas e musculosas, janelas laterais que se integram de forma contínua ao vigia traseiro e, nas fotos de divulgação, pintura em dois tons com teto preto brilhante e o restante da carroceria em uma tonalidade bronze que, estranhamente, dá certo.

A dianteira, como prometido pelos teasers, tem faróis de LED em formato de bumerangue (ou osso de bisteca) com uma barra luminosa no topo da grade, conectando as peças. As lanternas traseiras seguem a mesma ideia, com peças retangulares verticais e elementos horizontais na tampa do porta-malas — elas só não são ligadas porque são interrompidas por uma placa com o nome do carro logo acima da placa. É curioso como o SUV consegue deixar claro que é um Pajero mesmo sendo tão mais futurista que o modelo lançado em 2006 e descontinuado em 2021.

O novo Pajero tem 4,92 metros de comprimento, 1,93 m de largura, 1,91 m de altura e entre-eixos de 2,87 m — espaço suficiente para acomodar sete pessoas em três fileiras de assentos. A suspensão usa braços sobrepostos na dianteira e um arranjo multilink com eixo rígido na traseira, e a Mitsubishi deixa clara a capacidade off-road ao ressaltar que o vão livre do solo chega a 230 mm.

A mudança do interior, porém, consegue ser ainda mais dramática. A geração passada deixou o mercado com uma arquitetura claramente datada já naquela época, com um painel volumoso, console central verticalizado com central multimídia e praticamente todos os comandos do carro, quadro de instrumentos com mostradores analógicos e, de forma geral, arquitetura que denunciava a idade. O novo Pajero segue a tendência atual com um interior relativamente minimalista e horizontal.

Desconfio que é aqui que ele tem mais potencial para dividir opiniões, pois boa parte dos comandos físicos deu lugar a uma enorme tela sensível ao toque de 14,3 polegadas no topo do painel, gêmea do quadro de instrumentos — o que, de certa forma, não conversa muito com a proposta de um off-roader legítimo (mesmo que nem todo Pajero vá encarar trilhas, como sabemos, mas isso é conversa para outro dia). A tela central faz o papel dos antigos mostradores de altitude, bússola e inclinação da carroceria.

Outros elementos marcantes são o console central elevado, as saídas de ar horizontais no topo do painel e a profusão de couro por toda parte, até mesmo na face do painel. De um ponto de vista puramente estético, a evolução é clara e o interior do novo Pajero foi trazido com sucesso para 2026.

A lista preliminar de equipamentos é generosa e inclui ar-condicionado automático de três zonas, bancos ventilados, câmeras externas com visualização em 3D e sistema de som Yamaha com 12 alto-falantes. Os equipamentos de segurança são o que se espera de um SUV de topo moderno, como oito airbags, cruise control adaptativo, assistente de faixa e alerta de tráfego cruzado.

A princípio o único motor divulgado foi o quatro-cilindros turbodiesel de 2,4 litros. Trata-se de um projeto derivado do 4N16 da picape Triton — que, em sua versão mais potente, entrega 204 cv e 47,9 kgfm de torque. Existem, contudo, algumas diferenças importantes entre os dois: enquanto a Triton usa dois turbocompressores, o Pajero tem apenas um turbo de geometria variável. Além disso, a picape aposta em um câmbio automático de seis marchas, enquanto o SUV estreará uma nova transmissão automática de oito marchas. Mais adiante serão lançadas versões eletrificadas, mas a Mitsubishi ainda não deu detalhes a respeito.

O Super Select 4WD-II, claro, está presente — o sistema que permite escolher entre tração traseira, tração integral permanente, integral com bloqueio do diferencial central e 4×4 reduzida. Além disso, a evolução mais recente permite que o Super Select trabalhe em conjunto com o sistema S-AWC para proporcionar sete modos de condução em diferentes terrenos.

Como de costume, o novo Pajero será produzido na Tailândia e deve chegar em breve ao Japão e à Austrália. A Mitsubishi pretende lançar o modelo em mais de 100 países, incluindo a America Latina, a partir do início de 2027 — o Brasil é uma possibilidade, claro, mas por ora não há confirmação oficial. (Dalmo Hernandes)

Não é qualquer emprego que te proporciona renda suficiente para bancar a compra de uma Ferrari F40, mas “piloto de Fórmula 1” definitivamente está entre eles. Mas também não é garantido — primeiro, é preciso encontrar uma, e isso não é fácil. Lewis Hamilton, por exemplo, levou anos para conseguir colocar uma F40 na garagem.

O piloto da Scuderia anunciou a novidade em suas redes sociais, e deu alguns detalhes interessantes sobre o carro. Trata-se de um exemplar totalmente original que ficou guardado em uma garagem por 30 anos, parada, pegando poeira — e Hamilton, em sua posição privilegiada junto à Ferrari, garantiu que ela fosse restaurada por completo pela própria equipe de engenharia de Maranello. Em sua publicação no Instagram, Hamilton não escondeu o entusiasmo:

Minha própria F40. Este é o carro dos meus sonhos desde que eu me lembro. Quando criança, eu sonhava em ter uma. Quando entrei para a Ferrari no ano passado, fiz questão de ter uma comigo no meu primeiro dia em Maranello. Isso é o tanto que ela significa para mim.

Esses carros são obras de arte, e incrivelmente raros. Por isso, quando encontrei este aqui — coberto de poeira depois de ficar parado em uma garagem por mais de trinta anos —, eu sabia que tinha de trazê-lo para casa. Primeiro para Maranello, onde os mestres engenheiros e mecânicos da fábrica trabalharam por semanas para trazê-la de volta à vida. Agradeço demais a todos que participaram deste projeto. De verdade, foi um sonho que virou realidade. Mal posso esperar para dividir mais detalhes com todos vocês. Fiquem ligados…

Entenderemos perfeitamente se Hamilton preferir manter o carro exatamente como saiu da fábrica — afinal, mesmo prestes a completar 40 anos, o supercarro com motor V8 biturbo de 2,9 litros e 478 cv, câmbio manual e tração continua sendo uma das expressões mais puras e viscerais da era analógica da Ferrari, ostentando um zero-a-100 km/h de 4,1 segundos com máxima superior aos 320 km/h.

Contudo, no ano passado Hamilton chegou a compartilhar uma ideia bem mais ousada com o site Motorsport.com: ele disse que um de seus projetos seria criar um supercarro moderno com base na F40, possivelmente chamado F44 — mantendo o câmbio manual, porém presumivelmente modernizando o motor e o estilo. Se por um lado a ideia é interessante, por outro é difícil imaginar que ficaria melhor que uma F40 com sua originalidade perfeitamente preservada. (Dalmo Hernandes)

Os administradores de Laguna Seca anunciaram que a Corkscrew passará a se chamar oficialmente Zanardi Corkscrew, em homenagem a Alex Zanardi e aos 30 anos de uma das ultrapassagens mais famosas da história da Indy — tão lendária que ficou conhecida simplesmente como “The Pass” ou “A Ultrapassagem”