Cronista esportivo, participou como jogador das Copas de 1966 e 1970. É formado em medicina
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A Argentina perdia por 2 x 0. Não se afobou, continuou trocando passes no meio-campo e, no final, comandado por Messi, virou o jogo e ganhou do Egito por 3 x 2. Messi fez um gol e deu passe para outro. Enzo marcou o da vitória. Quando terminou a partida, Messi chorou copiosamente, como um garoto que estreava no Mundial.
A decisão da Fifa, durante a Copa do Mundo, de mudar a regra, acabar com a suspensão automática no jogo seguinte após uma expulsão, foi absurda. Beneficiou os EUA, que escalaram seu melhor jogador contra a Bélgica. Trump pediu e o presidente da Fifa aceitou. A Bélgica protestou antes do jogo, ficou mais aguerrida e goleou os EUA por 4 x 1.
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Após a eliminação do Brasil, escrevi uma coluna com o título: "A crônica de um fracasso inesperado".
Retiro a palavra inesperado. Não foi surpresa. O Brasil, mesmo contra seleções que não são candidatas ao título, como Noruega, Japão, Marrocos e outras, estará, com frequência, próximo da vitória e da derrota.
O Brasil foi derrotado por inúmeros fatores. Pelos detalhes, como no pênalti e em outros gols perdidos, pela qualidade individual e coletiva da Noruega, pela estratégia de Ancelotti de marcar mais atrás e contra-atacar, como se o Brasil enfrentasse a França, e pelas alterações equivocadas no segundo tempo, quando deslocou Endrick para a direita. Ele perdeu uma grande chance pelo centro, mas, provavelmente, teria outra clara oportunidade se continuasse na posição.
Ancelotti, na sua carreira de treinador, nunca se entusiasmou com a marcação por pressão no campo do adversário. Preferiu sempre iniciá-la no meio-campo ou na própria intermediária, para contra-atacar, ainda mais com atacantes hábeis e velozes como Vinicius Junior. Porém, independentemente de onde começa a marcação, é fundamental pressionar para recuperar a bola, o que não ocorreu contra a Noruega. O Brasil assistiu a Odegaard e Berg tomarem conta do jogo. O Brasil teve um terço de posse de bola na partida.
Se o Brasil tivesse feito o gol de pênalti e aproveitado outra clara chance no primeiro tempo, poderia golear e todos exaltariam a estratégia de Ancelotti. O futebol não tem "se", mas o "se" ajuda a entender o futebol.
O Brasil perdeu também por muitos outros fatores conhecidos e desconhecidos. No futebol moderno, não há mais motivo para dividir o meio-campo entre os volantes que marcam e o meia que avança (camisas 5, 8 e 10). Falta à seleção um craque no meio-campo, pois o Brasil só se preocupa em formar pontas e atacantes. A imprensa colabora ao exaltar somente os artilheiros.
No confronto entre os maiores meio-campistas do futebol mundial, que gostam de ficar com a bola, a Espanha, merecidamente, ganhou de Portugal por 1 x 0. Rodri é o elo, o pêndulo, o condutor do time espanhol, pois inicia as jogadas, de um lado e de outro, com precisos passes