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Na semana passada contamos aqui que Rubens Barrichello voltaria ao volante da Ferrari F2002 em Monza como parte das homenagens aos 30 anos da chegada de Michael Schumacher à Scuderia. Pois aconteceu no último sábado (5) — e agora temos o vídeo.

Rubinho acelerou novamente o carro que dividiu com Schumacher na temporada de 2002 e com o qual venceu justamente o GP da Itália daquele ano. A apresentação aconteceu em Monza depois da classificação para o GP deste ano. Aumente o volume e ouça de novo, nostalgicamente, o V10 3.0 da F2002.

O carro que Barrichello pilotou não estava exatamente na configuração de 2002. Rubinho comentou que percebeu diferença no comportamento porque, desta vez, a F2002 estava equipada com pneus slick, enquanto naquela temporada a Fórmula 1 ainda usava pneus com sulcos.

A F2002 foi um dos carros mais dominantes da história da Ferrari. A equipe venceu 15 das 17 corridas da temporada de 2002 — 11 com Schumacher e quatro com Barrichello — e o alemão terminou todas as etapas no pódio. Rubinho venceu em Nürburgring, Hungria, Monza e Indianápolis.

No domingo (6), Sebastian Vettel também pilotou a F2002 antes do GP da Itália, completando a homenagem a Schumacher.

Quem acompanha o mercado de usados, deve ter notado um aumento considerável de anúncios “abaixo da Fipe”. Não é impressão sua: quem quer mesmo vender um usado atualmente, acaba derrubando o preço do carro. Se você precisa de uma evidência concreta, saiba que no primeiro semestre de 2026, os preços efetivamente negociados por carros de até três anos de uso caíram 9,3%, enquanto a Fipe, no mesmo período, anotou uma queda de apenas 2,4%.

Os números são da Auto Avaliar, plataforma utilizada por mais de 27.000 lojistas e 6.000 concessionárias para comprar e vender automóveis. E estes são números médios, do mercado todo. Alguns modelos específicos perderam mais de 20% nas negociações, caso do Toyota Corolla 2025, que caiu 21,2%, do Volkswagen T-Cross 2025, com queda de 20,9%, e do Honda HR-V 2025, que perdeu 20%. Nivus, Corolla Cross, Yaris e SW4 também estão entre os modelos mais afetados.

A explicação para isso está, mais uma vez, no mercado de carros novos, onde as marcas chinesas chegaram com preços agressivos em faixas que estavam estabilizadas desde o controle da pandemia. Como reação, as fabricantes locais passaram a oferecer bônus, descontos e condições de financiamento mais atrativas, o que acabou baixando o preço dos carros novos ou, no mínimo, facilitando a compra. O efeito colateral disso foi a natural queda de preços dos carros usados.

Se um carro novo tabelado a R$ 180.000 começa a ser vendido por R$ 150.000, um seminovo do mesmo segmento que estava anunciado por R$ 155.000 deixa de fazer sentido imediatamente — mesmo que a tabela de referência ainda não tenha acompanhado a promoção. É por isso que o preço praticado está desconectado da Fipe. Os descontos aparecem primeiro nas lojas e só depois acabam refletidos nas referências de mercado — a Fipe tem uma defasagem natural de 30 a 45 dias.

Nos últimos meses houve exemplos extremos. O Mitsubishi Outlander PHEV recebeu desconto de R$ 55.000, o Suzuki e-Vitara, de R$ 50.000, e o Fiat Fastback Hybrid chegou a R$ 38.500 de abatimento. Até a própria BYD, uma das responsáveis por aumentar essa pressão competitiva, reduziu o Song Pro em R$ 28.500 antes da chegada de sua nova versão.

Para quem está vendendo o carro semi-novo, isso traz prejuízo, o carro está parado e desvaloriza drasticamente simplesmente porque a fabricante (na qual você confiou) decidiu baratear o carro novo. Mas para o lojista o problema é muito maior, porque o carro comprado por um determinado valor pode, em semanas, se tornar caro demais. Se o preço dos novos cair nesse intervalo entre a compra e a exposição para venda, o lojista precisa reajustar a margem ou até vender com prejuízo. E para evitar isso, a tendência é que o lojista derrube ainda mais a proposta de compra do usado na troca — ou seja: a desvalorização para o proprietário seria ainda maior.

Há casos em que a distorção fica ainda mais evidente por causa do financiamento. Em uma simulação da Auto Avaliar, um Jeep Compass Sport tabelado em R$ 174.000 podia ser comprado por R$ 147.000 e financiado em 30 parcelas sem juros. Um Volkswagen Taos Comfortline 2025, anunciado por R$ 164.000 e negociado por R$ 159.000, terminava custando R$ 177.900 com juros nas mesmas 30 parcelas. Ou seja: o usado parecia mais barato no anúncio e terminava quase R$ 31.000 mais caro.

Isso não significa que o mercado de usados esteja entrando em crise. Ele continua gigantesco: foram negociados 7,9 milhões de automóveis e comerciais leves usados entre janeiro e julho, quase cinco usados para cada veículo novo — um reflexo também da dificuldade de crédito e taxas de juros. Não basta querer ou precisar, é preciso também conseguir comprar um carro novo. Os usados, especialmente aqueles com mais de três anos, acabam sendo a alternativa.

Esse movimento, contudo, já era previsto ainda no final de 2021, em plena crise pandêmica. Os fabricantes estimavam a volta à normalidade entre 2023 e 2024, com os reflexos para a segunda metade da década — que é exatamente onde estamos agora, neste final de 2026. Como dissemos, na época, “os preços podem simplesmente parar de subir ou subir em uma razão inferior à da inflação, o que faria com que eles se tornassem efetivamente mais baratos”. Só não sabíamos que isso aconteceria pelo boom dos chineses.

A BMW parece ter decidido que fazer drift ainda exige habilidade demais do motorista. Ao mesmo tempo em que prepara um novo Série 3 capaz de desligar a tração dianteira para andar de lado, a fabricante registrou uma patente de suspensão ativa que pretende ajudar o motorista a desgarrar a traseira.

A marca apresentou nesta semana o novo BMW M350 xDrive, que substituirá o atual M340i no topo da linha convencional do Série 3, e terá uma função chamada Drift Moment. Quando acionada pela tela central, ela envia toda a força do motor para as rodas traseiras, apesar de o carro usar normalmente tração integral. Com o controle de estabilidade desligado e o gerenciamento específico da embreagem multidisco, o M350 se transforma, na prática, em um Série 3 de tração traseira.

O curioso é que o recurso não estará disponível logo no lançamento. O M350 entra em produção ainda em 2026, mas o Drift Moment será liberado somente ao longo de 2027 — inclusive por atualização remota para os carros que já tiverem sido entregues, embora ainda não esteja claro se ela vai oferecer isso na faixa ou irá cobrar uma modesta assinatura mensal pelo recurso.

Apesar da cara nova — a mesma do Neue Klasse elétrico — o M350 continuará usando a receita tradicional da BMW: seis-em-linha 3.0 turbo, agora auxiliado por um sistema híbrido leve de 48 volts. O conjunto entrega 443 cv e 59,1 kgfm, associado ao câmbio Steptronic de oito marchas. A BMW estima zero-a-100 km/h em 4,1 segundos, embora os números ainda sejam preliminares, porque o carro continua em desenvolvimento