O futebol sul-americano precisa "redescobrir" sua própria cultura e parar de apenas vender jogadores para voltar a produzir conhecimento e formar para dentro, avaliou PVC no Posse de Bola, do Canal UOL.
Ao comparar os ciclos de Argentina e Espanha na Copa do Mundo 2026, o comentarista apontou que resultados ruins podem ser revertidos, mas exigem organização e uma base de informação e formação mais sólida.
A gente vai ter um cenário parecido com o Brasil. A gente tem que redescobrir o futebol da América do Sul como cultura, como produção de informação de futebol, de conhecimento de futebol, de descoberta de jogadores. Parar de vender, só vender, só vender, só vender e começar a produzir pra dentro.PVC
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No debate, PVC lembrou que a Argentina terminou em 13º em 2018 e virou campeã em 2022, enquanto a Espanha ficou em 14º em 2022 e foi campeã em 2026. Para ele, o caminho existe, mas passa por organizar talento.
Mas a Argentina tem Nico Paz. A Argentina tem talento. Só que tem que organizar esse talento. Porque o time até hoje, ele tá vivendo de um gênio monstruoso que é o Messi. E é uma estrela. O Messi é o sol da bandeira da Argentina. E tudo gira em torno dele.PVC
Casagrande concordou que a Argentina entra num ponto de virada, com a necessidade de pensar um time sem o craque, e questionou como será a montagem de uma seleção competitiva quando o ciclo do camisa 10 terminar.
Tem muito o que se discutir, Argentina e Brasil. Argentina sem Messi. E aí, como vai ser agora no ciclo? Como vai ser montada uma equipe? Vai ser uma equipe mais coletiva? Casagrande
Arnaldo Ribeiro também apontou incertezas no pós-Copa, ao citar que Lionel Scaloni sinalizou que cumpre contrato até dezembro e depois vai avaliar a continuidade, num cenário em que o elenco tende a mudar para 2030.
O Scaloni acabou de dizer que vai cumprir o contrato até dezembro e depois vai ter uma reunião para avaliar. Ele acha muito difícil repetir ou alcançar o que aconteceu com esse grupo ou modificar esse grupo. A Argentina tende a ser completamente diferente em 2030.Arnaldo Ribeiro
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