A fama construída nos gramados colocou ídolos de diferentes clubes na disputa eleitoral de 2026, mas só dois deles chegaram ao fim da corrida com um mandato: Danrlei e Bobô. O ex-goleiro Danrlei (PSD-RS), ídolo do Grêmio, foi eleito deputado federal com 105.017 votos. Pelo clube, conquistou a Copa Libertadores de 1995 e o Campeonato Brasileiro de 1996. Já o ex-atacante Bobô (PCdoB), ídolo do Bahia, conquistou uma cadeira de deputado estadual com 70.898 votos. Pelo clube baiano, foi campeão brasileiro em 1988.

Outros 12 ex-jogadores e o ex-treinador Vanderlei Luxemburgo ficaram fora da lista de eleitos. Entre eles estão Marcelinho Carioca (Republicanos-DF), Edmundo (PSDB-RJ) e Luís Fabiano (MDB-SP), além de nomes ligados a clubes como Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Internacional, Santa Cruz, Sport, Botafogo e Fluminense.

Aos 55 anos, Marcelinho Carioca foi candidato a deputado distrital pelo Republicanos no Distrito Federal. O ex-jogador recebeu 2.494 votos e não conquistou uma cadeira na Câmara Legislativa do DF.

A candidatura de 2026 ampliou uma trajetória eleitoral iniciada em 2010. Desde então, Marcelinho já disputou diferentes cargos, de vereador a deputado federal, sem conquistar um mandato pelo voto.

Ídolo do Corinthians, o ex-jogador também acumulou mudanças partidárias ao longo da carreira política. A trajetória começou no Partido Socialista Brasileiro (PSB) e passou pelo PT e pelo antigo PSL, até chegar ao Republicanos.

Edmundo (PSDB-RJ), ex-jogador do Palmeiras e conhecido como “Animal”, também não conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro. Ele recebeu 35.725 votos na disputa.

Aos 74 anos, Vanderlei Luxemburgo (Podemos-TO) levou a experiência acumulada no futebol para a disputa pelo Senado. Ex-técnico da Seleção Brasileira, recebeu 67.987 votos e terminou em sétimo lugar na corrida no Tocantins.

Luxemburgo encerrou a carreira como treinador em 2023, com o Corinthians como último clube. Há cerca de sete anos, vive no Tocantins, onde é proprietário da TV Jovem, afiliada da Record no estado.

Fora do Tocantins, o ex-treinador mantém uma indústria de cachaça em Alagoas e empresas do ramo imobiliário em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Reconhecido pelo comando da Seleção Brasileira no fim dos anos 1990 e pelas passagens por grandes clubes, Luxemburgo chegou a ensaiar uma candidatura pelo PSB em 2022, mas o partido escolheu Carlos Amastha, empresário colombiano e ex-prefeito de Palmas, para disputar a eleição.

A lista de nomes ligados ao esporte que não conseguiram se eleger também inclui atletas de outras modalidades.

No Distrito Federal, a ex-jogadora de vôlei Leila Barros (PDT) terminou a disputa pelo Senado em terceiro lugar. Ela recebeu 21,25% dos votos válidos, 686.340 votos, e ficou fora das duas vagas em disputa, conquistadas por Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL.

Em Minas Gerais, o ex-jogador de vôlei Maurício do Vôlei (PL) disputou uma vaga na Câmara dos Deputados. Com 16.122 votos, ficou fora da lista de eleitos para deputado federal.

No Piauí, a ex-judoca Sarah Menezes (MDB) também concorreu à Câmara dos Deputados. Ela recebeu 10.516 votos e não conquistou uma vaga como deputada federal.

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