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A Renault pode estar preparando seu próprio representante para o segmento dos SUVs compactos no Brasil: o pequeno Bridger, que parece feito sob medida para ficar abaixo do Duster na gama da marca por aqui. A fabricante registrou a patente do modelo junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) — algo que, por si só, não confirma sua chegada, mas indica a possibilidade.
O Renault Bridger foi apresentado em março como conceito — ao que tudo indica, razoavelmente próximo da versão de produção, prevista para o começo de 2027. Desenvolvido na Índia, o pequeno SUV utiliza a plataforma RGMP Small, que tem foco em mercados emergentes e, por aqui, fez sua estreia no Renault Kardian. O estilo do Bridger, porém, lembra mais um jipinho que um crossover, com profusão de linhas retas, capô alto, estepe na tampa do porta-malas e pintura em dois tons com teto preto brilhante. Com menos de 4 metros de comprimento e porta-malas de 400 litros, o Bridger tem dimensões que o colocam em uma faixa tributária especial na Índia.
Ainda que não existam informações oficiais, o CEO da Renault, Fabrice Cambolive, chegou a comentar à imprensa que o existe a possibilidade de o Bridger ser comercializado no Brasil, com produção na fábrica de São José dos Pinhais (PR) — desde que a ideia seja aprovada pela divisão brasileira da marca.
Caso isso ocorra, a decisão lógica quanto ao powertrain seria o motor 1.0 turbo TCe já empregado no Kardian, com 125 cv e 22,4 kgfm de torque, acoplado a uma caixa manua de dupla embreagem, ambas com seis marchas. Além desse motor, lá fora o Bridger deverá contar também com um três-cilindros naturalmente aspirado de 1,2 litro, bem como variantes híbridas e elétricas mais adiante. (Dalmo Hernandes)
Dá para ficar mais radical que o Aston Martin Valkyrie? Aparentemente, sim: foi filmado na pista do autódromo de Algarve, em Portugal, um supercarro bastante exótico da fabricante britânica — um monoposto com carroceria aberta, entre-eixos longo e elementos que o fazem parecer um carro de Fórmula 1 com as rodas cobertas (como a asa traseira e o halo de proteção para o cockpit).
A Aston Martin se mantém completamente em silêncio a respeito do projeto, mas o vídeo publicado no Instagram revela alguns detalhes intrigantes. Primeiro, o ronco que parece muito com o de um V12 aspirado, capturado pela primeira vez — o carro já havia aparecido em público no mês de abril, porém na ocasião ele rodava sem produzir qualquer tipo de ronco. Ou seja: trata-se de um híbrido capaz de rodar no modo puramente elétrico.
Fora isso, especula-se que o misterioso Aston Martin terá pelo menos 1.200 cv à disposição do pé direito. O que não soa nem um pouco fantasioso, já que o próprio Valkyrie se aproxima bastante disso com os 1.176 cv de seu motor Cosworth híbrido.
A informação mais concreta, porém, vem da publicação alemã Auto Motor und Sport: eles dizem que o carro foi encomendado pelo bilionário Ken Griffin, magnata dos investimentos, e que é supostamente 10 segundos mais rápido que um carro de Fórmula 1 no circuito de Algarve. Aguardemos mais detalhes. (Dalmo Hernandes)
Entre os gran tourers europeus com mecânica americana, o Jensen Interceptor é certamente o mais icônico. O clássico da década de 1960 e 1970 era como um muscle car britânico, adotando os V8 Chrysler debaixo do longo capô, chegando a usar o imenso big block de 440 pol³ (7,2 litros), porém em um pacote mais voltado ao luxo e ao conforto.
Com cerca de 6.500 exemplares fabricados entre 1966 e 1976, o Interceptor foi mais uma vítima da recessão e da crise dos combustíveis, tornando-se uma espécie de clássico cult décadas depois. E agora ele vai ganhar um sucessor de verdade: o Jensen Interceptor GTX, mais novo projeto da Jensen International Automotive (JIA).
A JIA ficou conhecida nos últimos anos por criar restomods baseados no Interceptor original, modernizando de leve suas linhas, atualizando a suspensão colocando nele motores V8 americanos modernos de origem GM. Agora, porém, eles estão dando um passo além com o Interceptor GTX, que não é um restomod e nem uma continuação, mas sim um carro totalmente novo. Do original ele herda apenas a marca, o nome a filosofia e a silhueta de grand tourer.
Como os restomods da JIA, o GTX será feito de forma totalmente artesanal na sede da fabricante no Reino Unido, com chassi e carroceria de alumínio, motor V8 com supercharger (cuja origem e detalhes eles preferem manter em segredo, por enquanto) e “uma experiência analógica de verdade” — o que, a nosso ver, obrigatoriamente deve incluir um câmbio manual de verdade, com pedal de embreagem e tudo.
A Jensen também revelou que, ao menos no lançamento, o Interceptor GTX será exclusivo para as pistas. “É uma série especial, desenvolvida como um protótipo melhorado, que servirá como uma prévia dos próximos modelos da Jensen”, revelou o CEO da marca, David Duerden.
Nas entrelinhas, isso quer dizer que os primeiros GTX serão carros de pré-produção colocados à venda, sem homologação para as ruas, mas capazes de acelerar em autódromos sem problemas. Nos parece uma estratégia interessante para levantar fundos e seguir desenvolvendo a versão de rua. O lançamento do carro está previsto para antes do fim desse ano. (Dalmo Hernandes)
A Honda da Nova Zelândia decidiu abrir as portas do seu acervo (não mais) secreto e fazer a alegria dos colecionadores. Com o fechamento definitivo de sua instalação local, que operou por 46 anos, a marca optou por leiloar 19 modelos clássicos que faziam parte da sua Heritage Collection. Todo o dinheiro arrecadado será destinado a instituições de caridade locais e a maioria dos carros será oferecida sem preço de reserva, com lances abertos até o final de julho.
Embora os medalhões intocáveis do acervo — como o NSX original, o S2000 e o Integra Type R — permaneçam guardados pela matriz, o que vai a leilão está longe de ser refugo. A grande estrela do lote é um Civic Type R EK9, fabricado no ano 2000. Legitimamente JDM (importado diretamente do Japão, como é comum na Oceania), o hot hatch ostenta a clássica pintura branca “Championship White”, os bancos Recaro vermelhos originais intactos e o lendário motor B16B, acompanhado de uma admissão e escape aftermarket instalados por um dono anterior. O hodômetro marca 154.000 km, o que indica que ele foi usado exatamente deveria antes de ser aposentado no museu.
Para quem prefere as pistas, a marca também colocou no catálogo dois modelos exclusivos de track day (de 2005 e 2022) e um raro Honda Jazz RS (o nosso Fit) manual recheado com peças da Mugen. Se a sua praia são as cápsulas do tempo, há um Accord LXi 1995 com motor 2.2, câmbio manual e inacreditáveis 7.600 km rodados, sendo muito provavelmente um dos exemplares de quinta geração mais novos do planeta. A lista de intocados segue com um Accord 1989 com apenas 33.000 km, um City 1988 com 24.000 km, um Civic GTi 1987 e a exótica perua de três portas Accord Aerodeck 1987.
No extremo oposto das garagens climatizadas, a Honda fez questão de incluir no leilão um Civic hatch 1992 equipado com motor 1.3 e câmbio manual com nada menos que 418.000 km, que foram acumulados por um único proprietário antes de a própria fabricante comprá-lo de volta para exibi-lo em seu museu como a prova definitiva da robustez de seus carros