Rômulo Mendonça disse no UOL News Esporte, do Canal UOL, ter convicção de que Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, influenciou a decisão de reduzir gradualmente o limite de estrangeiros por clube no Brasileirão até 2030, último ano do seu contrato.

A CBF aprovou uma redução gradual: em 2026, os clubes poderão relacionar até nove estrangeiros por jogo; até 2030, o teto cai para cinco. A entidade justificou a medida pelo envelhecimento do campeonato e pelo subaproveitamento das categorias de base. Para Rômulo, o pano de fundo é a tentativa de fortalecer a seleção.

Para mim, estamos em um ano em que o Brasil foi eliminado nas oitavas de final de uma Copa do Mundo. Fiasco. Quantos anos que não ganha uma Copa do Mundo? Então, para mim, tudo gira em torno disso. Buscar soluções meio mágicas priorizando a seleção. Por isso que eu perguntei: o Ancelotti, ele já falou publicamente sobre isso? Eu tenho convicção que o Ancelotti está por trás disso, o comando dele é um pensamento, é uma visão até compreendendo o ciclo, até 2030, até a redução final para cinco jogadores, tendo sempre como plano de fundo essa questão do fiasco que é a seleção brasileira.Rômulo Mendonça

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Rodrigo Mattos disse ver um problema real de minutagem para jovens, mas avaliou que a solução aprovada não resolve o ponto central. Para ele, a medida pode até reduzir a qualidade do campeonato, sem garantir mais espaço consistente para os garotos.

Eu não discordo da análise da CBF que tem poucos jogadores de base sendo aproveitados. Eu discordo da medida. Eu acho que, no final das contas, esses garotos não vão ficar aqui pra ter uma liga super jovem. Vai dar dois, três anos, eles vão ser vendidos por zilhões de euros. [...] Acho que é muito radical, acho que se a gente comparar com as outras ligas, é muito restritiva.Rodrigo Mattos

Danilo Lavieri também se colocou contra a mudança, mas disse que o caráter gradual ajuda o planejamento dos clubes com contratos longos e reduz o risco de uma virada brusca de regra no meio do caminho.

Em 2027, o limite por clube será de oito estrangeiros. E assim diminui gradualmente, até chegar em cinco em 2030.

Eu sou contra, não acho que ela vai resolver o problema, mas pelo menos a de se elogiar o fato de ter sido feito de uma forma gradual, que você consegue ajudar os clubes a se planejarem melhor, especialmente os que já têm contratos assinados a longo prazo.Danilo Lavieri

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