Parece força de expressão quando se diz que, no Brasil, todo funcionário tem período de três meses de experiência, menos quando o assunto é técnico de futebol. No caso do São Paulo, é fato. Hernán Crespo foi demitido em 9 de março, Roger Machado saiu no dia 13 de maio e Dorival Júnior foi o terceiro no cargo, assumindo no dia 23 de maio.

Em dois meses e duas semanas, três treinadores passaram pelo São Paulo. Quando Crespo saiu, estava em segundo lugar com os mesmos dez pontos do líder, Palmeiras. Roger Machado foi demitido em 13 de maio, em quarto lugar, classificado para a Libertadores, sete pontos acima da zona de rebaixamento. Hoje, o São Paulo está em nono lugar, cinco pontos abaixo da quinta colocação e cinco acima do descenso.

Kaio César brilha, Yuri faz dois, e Corinthians treina

Pedir desculpa a Michelle é ato de desespero de Flávio

Junto a isso, a saída do diretor-executivo, Rui Costa, comemorada pela torcida, não traz segurança ao vestiário. Alguém tinha de entrar no espaço sagrado dos jogadores e explicar o que está acontecendo. Rui Costa fazia este papel. Rafinha pode vir a ser um grande dirigente, mas o discurso não parece o mais afinado.

Jogadores chegam com compromisso, como Victor Sá. Outros saem, como Alan Franco. Rafinha garante que não é por causa do dinheiro, mas por outros motivos. Se o empréstimo é ruim para o São Paulo, por que emprestar? Porque ele não quer ficar. Enquanto isso, como esta coluna antecipou, Arboleda foi reintegrado. Não tinha outro jeito. Arboleda não tem mercado e o São Paulo não tem como cobrar a multa, porque tem dívidas com o zagueiro.

Quando demitiu Rui Costa, o presidente Harry Massis ouviu que seria um erro. Entendeu que a permanência jogaria toda a pressão para a presidência. Costa saiu e a pressão está toda no presidente. Do mesmo jeito.

O São Paulo precisa ganhar pontos e não tem estádio. Ninguém chamou o MorumBis de casa de espetáculos, mas o time perdeu dois jogos e empatou dois, como mandante, deixou cinco pontos em Bragança Paulista, dois para o Bahia, três para o Athletico Paranaense.

No vestiário, se você prometeu Coca-Cola, não dê Guaraná. A velha lição do CT da Barra Funda anda perdida e o São Paulo desce a ladeira na tabela de forma previsível.

Não, Crespo não tinha razão ao afirmar que a vocação do time era brigar contra o rebaixamento. Não antes de a campanha começar. Não antes de a sucessão de erros se aprofundar.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

SP: Nutricionista morre após carro bater em poste; motorista havia bebido

Kaio César brilha, Yuri faz dois gols e Corinthians treina

Polícia prende quarto suspeito por morte de empresário em Carapicuíba

Com Danilo, Botafogo para em goleiro e empata com Vitória no Nilton Santos

Denunciado, zagueiro do Inter pode levar gancho enquanto durar lesão de Pec