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Negócio ronda os dez milhões de euros e, à semelhança de Mora, Gabriel Mec é destro e pode atuar nos três corredores. Treinador que passou pelo FC Porto e treinou Mec descreve-o como "puro talento".

▲Gabriel Mec estreou-se no Grémio com apenas 16 anos e cumpriu 34 jogos pelos tricolores

A saída de Rodrigo Mora não ficou fechada sem que o FC Porto fosse em busca da criatividade e da fantasia que o número 86 dos azuis levou para Roma. Para colmatar a saída do jovem atleta formado na Invicta – com menos espaço do que Gabri Veiga –, já depois do reforço do corredor central com novo empréstimo de Seko Fofana, o FC Porto chegou a Gabriel Mec, o mais recente reforço do plantel de Francesco Farioli, que saiu do Grémio para o Dragão, num negócio que deve rondar os dez milhões de euros. Mec, de 18 anos, atua como extremo em ambos os corredores, como médio ofensivo e joga preferencialmente com o pé direito.

No clube tricolor de Porto Alegre, o jovem brasileiro estreou-se na equipa principal com apenas 16 anos. O seu primeiro jogo pela equipa A do Grémio foi no Campeonato Estadual de Rio Grande do Sul – ou, como os brasileiros melhor o conhecem, Gauchão – diante do Monsoon, no dia 30 de janeiro de 2025, um ano em que o avançado atuou maioritariamente pelos escalões inferiores do clube.

O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense informa que aceitou uma proposta do Futebol Clube do Porto por Gabriel Mec. O atleta foi autorizado a viajar para Portugal, onde dará sequência aos trâmites relacionados a uma possível transferência. Caso o negócio seja concluído, o Grêmio… pic.twitter.com/JGAxlNNx98

Se 2025 foi ano de estreia, 2026 foi de consagração. Depois de ter estado no Mundial de Sub-17 que Portugal venceu, Gabriel Mec voltou ao Brasil para se afirmar como opção regular de uma equipa que contava com Willian (ex-Chelsea), Braithwaite (ex-Barcelona), Filip Krovinovic (ex-Benfica) e Jovane Cabral (ex-Sporting), num plantel onde mais ninguém valia tanto como ele: 16 milhões de euros, também pela sua idade.

“Também”, porque não é apenas a margem de progressão que explica a valorização do jovem atleta. É também o facto de ser “muito talentoso”, “imprevisível na rotação” e “espontâneo nas finalizações”, referiu Luís Castro, o treinador português à frente do clube de Porto Alegre, depois da vitória do Grémio frente à Chapecoense, a contar para o Brasileirão, no último domingo. Não é apenas o que pode dar. É o que já dá com tão tenra idade, em cima do que ainda pode dar com mais experiência, mais envolvimento no processo defensivo e a evolução física necessária para responder às exigências estratégicas de Farioli – “está a aprender a ser mais eficaz no seu momento defensivo”, afirmou Castro. O que deu até agora foram 34 jogos, nos quais apontou três golos e duas assistências, com 1452 minutos cumpridos em 3060 possíveis – menos de metade do tempo que faria se fosse totalista.

O PRIMEIRO DO MEC! ???????? Esse gol vai ficar marcado para sempre. Bem demais, guri! ????????#GRExCFC #Brasileirão2026 pic.twitter.com/31hByBug4i

O FC Porto aproveita, assim, para resgatar um talento por um preço inferior ao seu valor de mercado. O impasse na renovação com o Grémio, a (cada vez) menor assiduidade nas escolhas de Luís Castro no onze do Grémio e o fim do vínculo entre o jogador e o clube brasileiro em 2027 tiveram influência no desfecho e nos valores do negócio. Para o técnico português, os azuis e brancos conseguiram um “puro talento” que ainda vai melhorar. “É um jogador que está em progressão clara. Quem ‘comprou’ os serviços do Mec para trabalhar, comprou um talento, um puro talento. Penso que o Mec se vai destacar muito à medida que for maturando o seu jogo”, antecipou