Luís Curro fala sobre as seleções, clubes, competições e jogadores do esporte mais popular do planeta
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Por ser o adversário a Argentina, grande arquirrival do Brasil no futebol, muitos e muitos brasileiros se vestiram –se não com a camisa propriamente dita, de alma e coração– de Espanha neste domingo (19) para torcer na final da Copa do Mundo, mais contra o tetra dos hermanos do que pelo bi dos ibéricos.
Título espanhol consolidado, pode-se inserir um toque de Brasil nessa conquista. Nada que mude o número de conquistas, o Brasil seguirá pentacampeão e amargando seu maior jejum sem erguer a taça, mas pelo menos é uma pitada tupiniquim na paella a ser saboreada por La Roja e pelos fãs dela pelo planeta.
Um dos craques em ascensão no futebol mundial, Lamine Yamal, 19, duas, três, quatro, Copas ainda pela frente caso prossiga atuando no nível esperado, declarou mais de uma vez que seu grande ídolo na infância, quando começava no ludopédio, era Neymar. Sua inspiração.
Lamine Yamal admirava o talentoso brasileiro –maior artilheiro da seleção nacional (80 gols, mais que Pelé), referência para o escrete canarinho nos últimos 15 anos– pelo estilo criativo, alegre, lúdico, driblador.
O camisa 19 espanhol também gostava muito de Messi, afinal desenvolveu sua carreira nas categorias de base do Barcelona vendo o camisa 10 argentino, gênio da bola, comandar a equipe catalã a uma série de títulos.
Mas sua predileção sempre foi por Neymar, com quem já se encontrou e a quem se refere como se fosse um amigo próximo. "Eu sempre gosto de ver o Ney jogar. Ele é meu ídolo."
O espanhol, quando em férias no ano passado, conheceu pessoalmente o brasileiro ao visitá-lo na mansão dele em Mangaratiba, no litoral fluminense. Jogou futevôlei, frequentou a piscina, trocou camisa.
Além de Neymar, Lamine Yamal também já se referiu, em tom elogioso, a Ronaldinho Gaúcho e a Vinicius Junior, afirmando que o futebol "precisa" de jogadores assim. Gente que improvise, que drible, que torne o esporte vistoso, agradável de ser apreciado.
É bom saber que o futebol brasileiro, mesmo em baixa, ainda inspira.
Outro jogador de La Roja, também formado no Barça (depois de passar pelo também catalão Espanyol), que tem como modelo um jogador brasileiro é o lateral-esquerdo Cucurella, igualmente destaque da Espanha na Copa do Mundo na América do Norte.
Marc Cucurella, que não é driblador nem malemolente (no bom sentido) como o colega Lamine Yamal e costuma ser bem duro nos enfrentamentos com os adversários, afirmou que sua referência no esporte é um zagueiro: David Luiz.
O brasileiro, que esteve em campo como capitão da seleção no fatídico 7 a 1 para a Alemanha na Copa de 2014, segue em atividade, aos 39 anos, no futebol cipriota.
Fã de David Luiz, Cucurella não levou somente o estilo aguerrido dele para as quatro linhas. O visual também. O camisa 24 da Espanha joga faz muito tempo com uma volumosa cabeleira, marca de seu ídolo.
Devido ao cabelão, Cucurella também é comparado a outro zagueiro, o compatriota Carles Puyol, já aposentado, célebre pela raça em campo.
O lateral passa agora a ter outro ponto em comum com o ex-beque, de longa carreira no Barcelona: uma conquista de Copa do Mundo. Puyol era titular da Espanha no Mundial de 2010, na África do Sul.
Com a taça, aliás, Cucurella, ganhou um presente de aniversário antecipado: fará 28 anos nesta quarta-feira (28). Parabéns