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Jorge Jesus é o favorito para o banco de Portugal - promete agitar as águas com as suas táticas e não só. E ainda no Mundial, a Europa esmaga enquanto Portugal já apanha sol no Mediterrâneo.
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Já sabemos quais são as oito melhores equipas deste mundial, ou pelo menos aquelas oito que chegaram- Passaram. À próxima fase. À próxima fase. Os jogos já estão definidos. Aqui alguns confrontos que prometem: França-Marrocos, por exemplo, mas também o Espanha-Bélgica. E agora estamos a torcer pela Bélgica, como é que é isso? O Inglaterra-Noruega, para ver o que é que Haaland faz contra os ingleses, que ele conhece bem do campeonato inglês. E também, claro, o Argentina-Suíça. Ontem a Argentina apanhou um grande susto contra o Egito. Messi até chorou. Tal foram os nervos. Alívio no final. Aquele choro. A descomprimir. Eu tenho a impressão de que estes jogos, mesmo quando as equipas às vezes não jogam assim tão bem, mas nestes jogos mais emocionantes em que a vitória é arrancada a ferros, muitas vezes servem de combustível para os jogos seguintes. Para o que falta. Porque nem sempre a melhor equipa, a equipa que pratica o melhor futebol ganha. É aquela que consegue, naqueles momentos difíceis, superar-se. Vimos o mesmo, por exemplo, com a Inglaterra contra o México. A Inglaterra esteve sempre em vantagem, mas estava a ganhar por 2x1 contra o México, no Estádio Azteca, na Cidade do México, com um público, claro, maioritariamente mexicano a torcer pelo adversário, ainda teve uma expulsão. Portanto, tudo contra. Tudo contra e conseguiu ganhar, conseguiu ultrapassar o México e às vezes esse tipo de jogos faz a diferença na mentalidade das equipas. Olhando aqui para os países que estão presentes nestes quartos de final, vemos seis países europeus. Seis países europeus, apenas dois países fora da Europa, Marrocos e Argentina. Marrocos e Argentina que já tinham estado também nesta mesma fase, aliás, já tinham até chegado às meias-finais no último campeonato do mundo, em 2022, no Qatar, onde Portugal também chegou aos quartos de final. É interessante olhar aqui para os últimos mundiais e ver como é que tem sido a representação entre seleções das diferentes confederações. Em 2010, houve três equipas europeias nos quartos de final, na altura Espanha, Holanda e Alemanha. Em 2014, no Brasil, já foram quatro, Alemanha, França, Holanda e Bélgica. Em 2018, na Rússia, foram seis, França, Bélgica, Rússia, Croácia, Suécia e Inglaterra. Em 2022, cinco. Países Baixos, agora alterei o nome. Acho que deve ter sido a partir daí que começou a ser a designação- Holanda para Países Baixos ...Holanda para Países Baixos. Para mim será sempre Holanda. Também é mais fácil, também prefiro. Croácia, França, Portugal e Inglaterra, e agora então Suíça, Noruega, Espanha, França, Inglaterra e Bélgica. Vemos que uma coisa que não era muito comum, quando os campeonatos do mundo são realizados fora da Europa, as equipas europeias normalmente tinham mais dificuldades, mas agora vemos aqui uma clara predominância dos países europeus. Ontem, isso confirmou-se no jogo entre Colômbia e Suíça. A Suíça conseguiu o apuramento para os quartos de final nos pênaltis, mas já não é uma vantagem jogar no continente de origem. Antigamente, isso fazia diferença. Agora temos assistido nos últimos campeonatos do mundo a um predomínio claro das seleções europeias, pelo menos nesta fase. Por exemplo, no último campeonato do mundo, depois nas meias finais, já tivemos um 50/50, com duas equipas europeias e duas equipas fora da Europa. Vamos ver como é que as coisas se resolvem nestes quartos de final. Eu estou muito expectante em relação ao França e Marrocos. Acho que em termos de futebol jogado, têm sido as duas equipas mais fortes. Acho que vai ser um bom jogo. Eu não sei se vai ser um bom jogo. Às vezes estes jogos para os quais há muitas expectativas, vimos isso no Espanha e Portugal, depois acabam por não ser espetaculares. Pode não ser um jogo espetacular, mas eu acho que vai ser um jogo muito interessante, muito equilibrado. Marrocos tem futebol das duas formas, ou seja, tem futebol em termos de capacidade atacante, futebol também, muitas vezes, ou em alguns casos, alguns momentos, um futebol espetacular, mas também é uma equipa muito aguerrida, capaz de dar luta a uma equipa como a França, sem cair naquele antijogo do Paraguai. O Marrocos não tem nada a ver com isso, mas é uma equipa que defende muito bem e que é capaz de ferir um candidato ao título como a França. Para mim, olhando para o que tem sido o Campeonato do Mundo até agora, acho que as duas equipas mais sólidas e com mais capacidade têm sido estas duas, que vão se encontrar já nos quartos de final. Uma delas vai ficar pelo caminho. Aí não há a mesma hipótese. Mas, claro, sem tirar aqui da equação a Espanha e a Argentina. A Argentina, que não tem um futebol por aí além, não tem o futebol tão espetacular como já teve em outros mundiais, só que é uma equipe, como se viu ontem, guerreira, aguerrida, capaz de lutar até ao último minuto pelo apuramento. Ontem apanhou, de facto, este grande susto, conseguiu ultrapassar isso. Vamos ver como é que lida com a Suíça. Mas para já, para mim, aquele jogo mais interessante destes quartos de final será, sem dúvida, o França-Marrocos. Pões as tuas fichas todas nisso. Eu arriscaria dizer que deste jogo sairá o próximo campeão do mundo. É uma aposta, vale o que vale. O país que nós já sabemos que não podemos apostar para campeão do mundo é Portugal. Pois, é verdade. Chegámos. Praticamente acabámos de chegar. E já se fala- E coisas marcadas, também é preciso dizer. Coisas marcadas e não só. Muito provavelmente aí nos iates espalhados pelo Mediterrâneo ou noutros lugares. Também merecem um descanso, recarregar baterias para a época que aí vem. E agora a questão põe-se: com que treinador é que Portugal irá abordar a próxima competição, que é a Liga das Nações? Fala-se muito em Jorge Jesus. Eu acho que é mesmo o nome que está na dianteira. Não haverá grandes dúvidas quanto a isso. Olha ele todo inchado. Vou resolver isto. Estive a rever aqui algumas declarações de Jorge Jesus quando lhe perguntaram, daqui a uns meses, se poderia recusar uma seleção como a portuguesa, e Jorge Jesus disse que não, até porque ele já recusou uma grande seleção. Presume-se que tenha sido na altura a seleção do Brasil, que por motivos contratuais, na altura terá dito que não, ou para esperarem, porque ainda estava com contrato. Ele esteve por lá, não foi? A treinar clubes. Ele treinou clubes lá e então era um dos nomes falados. Terá havido essa possibilidade. Jorge Jesus, na altura, disse que não. Entretanto, a oportunidade passou, o comboio passou, e foi Carlo Ancelotti depois o escolhido para orientar a seleção do Brasil. Agora há esta oportunidade, vamos ver se se confirma, de Jorge Jesus orientar a seleção portuguesa. Ele é o mestre da tática, sim senhor. Já ganhou títulos importantes, quer em Portugal, quer sobretudo no Brasil, à frente do Flamengo, conquistando a Copa Libertadores. Se vier para a seleção, vamos ver como é que ele lida com uma atmosfera competitiva que é totalmente distinta daquilo que se faz nos clubes. E muitas vezes temos falado sobre o lugar nos mundiais, o desempenho das equipas nos mundiais. É algo completamente diferente, de facto, do que se passa nos clubes. Nem se pode comparar às competições a eliminar nos clubes, por exemplo, a Copa Libertadores e a Liga dos Campeões. Até à final são sempre a duas mãos as eliminatórias e aqui nas seleções, depois da fase de grupos, de facto, já não há margem de erro. Basta um jogo que corra menos bem, uma expulsão, um autogolo, qualquer incidência retira completamente a margem de manobra, a margem de erro à equipa, e isso altera também muito a forma como se disputam estes jogos. Portanto, não é pelo facto de um treinador ter excelentes ideias e ter essa capacidade até de motivação dos jogadores, que significa que depois se vai ser campeão do mundo. E eu tenho muita curiosidade em ver como é que seria Jorge Jesus. E como é que a equipa vai reagir. Como é que os próprios jogadores vão reagir a isso. Há uma coisa à partida que vai ser mais interessante, são as conferências de imprensa. Isso certamente. Vamos passar de um registo muito diplomático. Vamos ter momentos de glória. Sem dúvida. Muitos momentos de glória. Vamos ter aqui muito material. É isso. Se o português depois também não é tratado demasiado com os pés. O português, estás a falar da língua. Ou os portugueses. Ou os portugueses. Um bocadinho, às vezes. O que também é interessante. Também estamos a falar de futebol, portanto, a coisa faz sentido tratar com os pés. Dar pontapés na gramática. Só para finalizar muito rapidamente, deixem-me lembrar aqui alguns recordes que ficam, ou registos que ficam de Cristiano Ronaldo em mundiais. Presumivelmente terá sido o último campeonato do mundo de Cristiano Ronaldo. Então seis mundiais, melhor resultado meias-finais logo em 2006, 27 jogos, o segundo com mais jogos em mundiais, a seguir a Messi, que já tem 30 e continua a contar. Dez jogos a eliminar, 11 gols ao todo, apenas um em fase a eliminar, um hat-trick contra a Espanha em 2018, o mais velho a marcar na fase a eliminar, o segundo mais velho a marcar num campeonato do mundo e sai com um registo que certamente ele não queria ter. Neste momento é a par de Carabajal do México, de Myong Bo Hong da Coreia do Sul e de Matthew Leckie da Austrália, o jogador com mais derrotas em campeonatos do mundo. Era o único recorde que ele não queria. Este ele não queria mesmo.
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