Toto Wolff sinalizou apoio a possíveis mudanças nas regras de ADUO da Fórmula 1 depois que Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, se comprometeu a ajudar a Honda e Fernando Alonso.

A fabricante japonesa enfrenta dificuldades no primeiro ano da nova geração de unidades de potência. Por isso, Alonso avalia atualmente se continuará na Aston Martin em 2027. Ao mesmo tempo, o espanhol fez críticas contundentes à situação atual da Fórmula 1.

Nesse cenário, Ben Sulayem propôs conceder mais concessões à Honda para aproximar seu desempenho do apresentado pelos demais fabricantes. O presidente da FIA considera “inaceitável” a situação competitiva enfrentada por Alonso.

Uma possível solução passaria pelo mecanismo de Additional Development and Upgrade Opportunities, o ADUO. O sistema permite que fabricantes de unidades de potência que estejam abaixo da referência de desempenho do motor a combustão interna, o ICE, tenham direito a atualizações extras.

Atualmente, a Red Bull estabelece essa referência de desempenho. Dessa forma, a Honda poderia receber oportunidades adicionais de desenvolvimento para reduzir a diferença em relação aos concorrentes.

A posição atual de Wolff chama atenção porque o chefe da Mercedes havia demonstrado preocupação com o funcionamento do ADUO no início da temporada.

Na ocasião, o austríaco alertou que o mecanismo poderia permitir que fabricantes “saltassem” à frente de rivais que haviam feito um trabalho melhor no desenvolvimento de suas unidades de potência.

Agora, porém, Wolff indicou que aceitaria o uso do sistema para ajudar a Honda a avançar em seu processo de recuperação.

“Acho que, nesse caso, o ADUO foi criado como um mecanismo de recuperação. Essa fórmula foi liberada para a Honda, e eles precisam de mais”, afirmou Wolff em entrevista à imprensa.

Além disso, Wolff considerou legítima a conversa entre Ben Sulayem e Alonso. Para o dirigente, manter os principais fabricantes competitivos é importante para a Fórmula 1.

“Acho que a conversa que o presidente teve com Alonso é justa. Queremos ter todos esses grandes construtores no esporte. Queremos que sejam competitivos e bem-sucedidos”, disse.

A declaração representa uma abertura para que o regulamento seja ajustado caso a situação da Honda exija novas medidas. Wolff ressaltou, porém, que qualquer alteração deve ter como objetivo o benefício da categoria.

Por fim, o chefe da Mercedes destacou que os regulamentos existem para atender aos interesses da Fórmula 1. Assim, ele considera possível realizar mudanças quando houver necessidade.

“As regras são criadas para fazer o melhor pelo esporte e, às vezes, talvez seja necessário fazer um ajuste. Então, é uma conversa justa”, concluiu Wolff