A Ferrari, suas adversárias e boa parte da imprensa foram surpreendidas pelo desempenho decepcionante da tão aguardada atualização de motor no GP da Áustria de Fórmula 1, como analisou o site The Race.
O Podcast Loucos por Automobilismo em sua última edição, porém, nem tanto.
Na última edição, já havíamos dito que o Red Bull Ring não parecia um circuito adequado às principais características dos Vermelhos.
Charles Leclerc e Lewis Hamilton se infiltraram entre os dois carros da Mercedes, o que sugeriu uma possível revanche da disputa vista em Barcelona.
No entanto, o domingo austríaco não teve nada a ver com Barcelona.
A Ferrari foi amplamente superada pela Mercedes, ultrapassada pela Red Bull, que também levou atualizações, e ainda batida pela McLaren.
Assim, terminou a corrida como a quarta força do grid.
Hamilton cruzou a linha de chegada em P5, quase meio minuto atrás do vencedor.
O monegasco largou em segundo, mas terminou em oitavo, 19 segundos atrás de Hamilton.
Ambos ficaram perplexos com a queda de rendimento de um dia para o outro.
Leclerc descreveu o cenário como “difícil de entender”.
Então, o que exatamente deu tão errado para a Ferrari?
Como a equipe passou de vencedora em Barcelona para quarta força na corrida seguinte, mesmo depois de atualizar com sucesso sua unidade de potência?
O primeiro ponto foi uma classificação melhor do que a realidade do carro indicava.
Leclerc ficou a apenas dois décimos e meio da Mercedes de George Russell, que conquistou a pole position, e ainda terminou à frente da Mercedes de Kimi Antonelli.
Essa diferença, porém, deveria ter ficado entre quatro e cinco décimos.
Russell precisou tirar o pé do acelerador por causa da bandeira amarela simples acionada após o acidente da Red Bull de Max Verstappen.
Mesmo assim, o britânico ainda abriu dois décimos e meio de vantagem em um circuito extremamente curto.
Isso foi uma prova, que acabou passando despercebida, da superioridade da Mercedes sobre a Ferrari naquele fim de semana.
Além disso, a primeira fila poderia ter sido totalmente da Mercedes