O empate em 1 a 1 com o Bragantino, neste sábado (12), no Nilton Santos, voltou a expor um dos principais problemas do Botafogo no momento delicado vivido no Brasileirão: a falta de efetividade ofensiva e a "seca" de gols dos atacantes. Mesmo com um jogador a mais durante boa parte do jogo, após a expulsão de Wallace Yan, o Alvinegro não conseguiu ser efetivo e buscou apenas o empate com um gol de cabeça do lateral Vitinho, após cruzamento de Alex Telles, também lateral. A dificuldade para os homens de frente balançarem as redes se soma aos problemas de criação da equipe, que chegou a seis jogos seguidos sem vencer na competição.

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O resultado deixou a equipe na 14ª colocação, quatro pontos acima da zona de rebaixamento, embora ainda tenha um jogo atrasado.

A dificuldade ofensiva não é um problema isolado da partida contra o Bragantino. Desde o retorno do futebol brasileiro após a Copa do Mundo, o Botafogo marcou nove gols em 11 jogos oficiais. No Brasileirão, foram sete gols em nove partidas disputadas no período. O cenário também chama atenção pelo baixo protagonismo dos centroavantes. Arthur Cabral, por exemplo, não balança as redes desde o hat-trick marcado contra o Corinthians, em maio, e já acumula 11 partidas sem marcar.

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O momento dos atacantes ajuda a explicar a dificuldade do Botafogo para transformar posse e pressão em gols. Um dos exemplos mais recentes de um centroavante decidindo pelo Alvinegro aconteceu no retorno após a Copa do Mundo, quando Kadir marcou na vitória por 2 a 1 sobre o Santos, em 16 de julho. Desde então, porém, a equipe não conseguiu encontrar uma sequência de gols dos seus homens de frente.

Outro que entra nessa conta, é Junior Santos, apesar do jogador atuar mais como um ponta, jogando pelos lados, ele também já foi utilizado na frente quando necessário, e muitas vezes aparece pisando como na área como atacante. No caso do camisa 7, no Brasileirão, Júnior não marca desde 1° de abril, em uma partida contra o Mirassol, o único dele nesta edição. São 14 jogos, 7 como titular e 45 minutos de media em campo. Desde o último gol, já são 9 jogos sem marcar na competição. Contando outras competições a situação também não muda muito, o último tento foi igualmente em abril, contra o Racing (ARG) na Copa Sul-Americana.

Durante esse período de "seca" dos atacantes de ofício, o Botafogo chegou a utilizar diferentes esquemas, alternando entre partidas com dois jogadores no ataque e outras com apenas um homem como referência. As mudanças, porém, ainda não trouxeram uma resposta imediata numericamente.

A chegada de Tiquinho Soares representa uma nova alternativa para o setor. De volta ao Botafogo, o atacante assumiu a camisa 9 e reestreou justamente neste sábado (12), diante do Bragantino. Tiquinho entrou no segundo tempo e permaneceu em campo por apenas 16 minutos no empate por 1 a 1 no Nilton Santos.

Contra o Bragantino, a vantagem numérica não foi suficiente para fazer o Botafogo transformar o domínio territorial em chances claras. Depois da expulsão de Wallace Yan, o Alvinegro passou a ter mais posse e pressionou o adversário, mas encontrou poucas alternativas para furar a defesa paulista.

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A principal arma passou a ser o jogo aéreo. O Botafogo insistiu nos cruzamentos para a área e encontrou justamente dessa maneira o gol de empate, quando Telles cruzou para Vitinho marcar de cabeça. A estratégia funcionou naquele lance, mas também expôs a limitação do time para encontrar outros caminhos ofensivos. Com poucas opções de criação por dentro, o Alvinegro se tornou mais previsível para uma equipe que estava com um jogador a menos.

A dificuldade para criar não aparece apenas quando o Botafogo precisa buscar o resultado. Em diferentes momentos, a equipe apresenta carência na construção das jogadas e encontra problemas para acelerar a circulação da bola e produzir situações de finalização. Contra o Bragantino, isso ficou ainda mais evidente pela necessidade de vencer diante da vantagem numérica.

Se o ataque não tem conseguido ser suficientemente efetivo, a defesa também apresenta pontos de atenção. Um dos problemas está na saída de bola, que tem proporcionado oportunidades aos adversários e colocado a equipe em situações de risco.

O gol contra de Lucas Monzón diante do Bragantino nasceu justamente de um erro na construção. Aos 29 minutos do primeiro tempo, Montoro tentou sair jogando, mas foi desarmado por Wallace Yan. O atacante avançou e cruzou para Pitta, mas Monzón desviou e acabou mandando a bola para a própria meta.

O problema já havia aparecido de forma ainda mais evidente contra o Athletico-PR. Naquela partida, dois dos três gols marcados pelo Furacão tiveram origem em erros do Botafogo na saída de bola.

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Outro ponto que chamou atenção diante do Bragantino foi o espaço concedido mesmo depois de o adversário ficar com dez jogadores. O Botafogo teve superioridade numérica, mas não conseguiu controlar completamente as ações e permitiu que o time paulista encontrasse espaços para atacar em transições e também por dentro.

O cenário reforça que os problemas do Alvinegro neste momento vão além da falta de gols dos atacantes. A equipe tem dificuldades para criar e também apresenta vulnerabilidades quando precisa iniciar as ações desde a defesa.

Com seis jogos sem vencer no Brasileirão, o Botafogo chega a uma sequência que aumenta a pressão na competição. A distância para a zona de rebaixamento é de quatro pontos, e o Alvinegro ainda tem uma partida atrasada