Nico Hulkenberg não estabeleceu uma idade específica para encerrar sua carreira na Fórmula 1. O alemão pretende continuar na Audi em 2027, temporada na qual fará 40 anos.
Hulkenberg completou 39 anos no mês passado. Dessa maneira, apenas Fernando Alonso e Lewis Hamilton são mais velhos entre os atuais pilotos do grid da F1.
Nesse contexto, o alemão foi questionado pelo Mundo Deportivo sobre a possibilidade de seguir na categoria até os 45 anos, assim como Alonso.
No entanto, Hulkenberg explicou que não pretende estabelecer uma idade-limite. Para ele, a performance na pista será o principal fator nessa decisão.
Ao comentar a longevidade de Alonso, Hulkenberg destacou a impressionante fase do espanhol.
“É muito impressionante”, afirmou o alemão. “Ele ainda está indo muito bem. A questão é que o cronômetro nunca mente nas corridas”.
Hulkenberg explicou que sua permanência na F1 dependerá de dois aspectos fundamentais: desempenho e motivação. Portanto, enquanto continuar competitivo e satisfeito com seu trabalho, ele pretende seguir normalmente.
“Enquanto o cronômetro estiver bom, enquanto eu estiver feliz e motivado para fazer este trabalho… Porque é preciso muito esforço e energia para entregar esses níveis de performance e fazer todas as coisas necessárias”.
“Enquanto isso continuar assim, ficarei feliz em continuar. Mas não sei quando isso vai mudar”.
Hulkenberg também falou sobre outro assunto relacionado à evolução da F1. Dessa vez, o alemão rejeitou uma nostalgia excessiva pelos carros que pilotou no início de sua carreira.
Os monopostos daquela época eram menores, mais leves e também mais barulhentos. Ainda assim, Hulkenberg acredita que os pilotos simplesmente acabam se adaptando às características de cada geração.
“Você se acostuma com qualquer carro”, insistiu o alemão. “Essa é a realidade. Você simplesmente se adapta e se acostuma com aquilo que tem”.
Hulkenberg considera que existe uma tendência de idealizar os carros do passado. Por isso, ele acredita que a percepção sobre essas máquinas nem sempre corresponde à realidade.
“Acho que também os idealizamos um pouco. Não acredito que isso seja realista. Portanto, não faz sentido ficar sonhando com eles”