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Ferrari não mostrou em corrida o que prometera na qualificação, Mercedes voltou a ser mais forte mas houve uma surpresa chamada Max Verstappen a impedir nova dobradinha dos ingleses em Spielberg.
▲Adeptos neerlandeses e da Red Bull fizeram a festa laranja com o regresso de Max Verstappen aos pódios mas foi George Russell que saiu de Spielberg com a vitória
Antigos campeões, atuais pilotos, vários responsáveis de equipas. A Fórmula 1 é um mundo capaz de gerar tudo menos unanimidade mas o triunfo de Lewis Hamilton quase dois anos depois (686 dias, para ser mais exato) na Catalunha teve o condão de juntar tudo e todos em torno do britânico. Pela vitória, pela estratégia de risco que assumiu com sucesso, pela forma como foi gerindo da melhor forma os momentos da corrida em Barcelona. A par disso, esse primeiro lugar funcionou também como confirmação para o crescimento (ou, neste caso, rejuvenescimento) da Ferrari como equipa num ano em que a Mercedes dominava a todos os níveis. Agora, no circuito da Áustria, essa voltava a ser a grande luta com cenários em aberto para a prova.
686 dias depois, Lewis voltou a ser Lewis (e ganhou): Hamilton bate Mercedes em Barcelona com triunfo assente em três paragens
Depois de uma primeira sessão de treinos livres com a Mercedes a dominar por completo e a Ferrari a não entrar sequer no “jogo” (Dino Beganovic ocupou a vaga de Charles Leclerc), foi a McLaren que conseguiu ter o ritmo para desafiar o melhor carro dos britânicos, neste caso de Kimi Antonelli, sempre com a escuderia italiana muito discreta dentro do top 10. Na qualificação, tudo mudou. George Russell voltou a obter a pole position para o Grande Prémio da Áustria mas foi a Ferrari que alcançou os lugares seguintes, tendo Kimi Antonelli na quarta posição, um frustrado Max Verstappen em quinto e só depois os dois McLaren. Mais uma vez, a luta parecia desenhada para ser a quatro pela vitória e a dois nos construtores.
The grid is set at the Red Bull Ring ????#F1 #AustrianGP pic.twitter.com/3genysCKPK
Ferrari celebrated, but it wasn't over yet! ????#F1 #AustrianGP pic.twitter.com/kzlvg6Z3pK
George Russell explains how his final lap of Qualifying unfolded with the single yellow flag at Turn 9 ????️#F1 #AustrianGP pic.twitter.com/HwsLbpblSF
Tudo voltaria a passar muito pela estratégia dos pilotos e das equipas em Spielberg para escrever um filme que tinha o fator extra do calor a mexer com as possíveis paragens das equipas, entre duas a três, perante um asfalto a escaldar que deveria aumentar a degradação dos pneus. “Em conformidade com o Artigo B1.5.10 do Regulamento da F1 da FIA, tendo recebido uma previsão do Serviço Meteorológico Oficial indicando que o Índice de Calor será superior a 31 °C em algum momento durante a corrida desta competição, declara-se uma situação de risco por calor”, tinha comunicado a direção de corridas sobre o tema. Era por isso que, entre outras alterações, as equipas teriam de instalar um sistema de refrigeração de pilotos nos carros, com a exceção de equipamentos pessoais, com a possibilidade de uso de coletes refrigeradores.
???? Red Bull Ring, Austria ????????#F1 #AustrianGP pic.twitter.com/hifXbwM7YT
Who's ready for us to go racing? ????????#F1 #AustrianGP pic.twitter.com/fywH9vENig
Percebendo esse contexto, George Russell não deu hipóteses na saída, escolhendo a trajetória certa para não dar margem para ataques à liderança e tentando a partir daí começar a ganhar vantagem que, à décima volta, ainda estava na casa dos três segundos. Atrás dele voltava a aparecer Lewis Hamilton, que depois de ter em cima de si Kimi Antonelli aproveitou os problemas de tração do companheiro de equipa, Charles Leclerc, para tentar seguir na roda do Mercedes. Mais atrás, não havia nem o monegasco nem o italiano mas sim Max Verstappen, que se “vingou” do erro na qualificação superando Leclerc e Antonelli e chegando ao terceiro posto para uma explosão das bancadas. Mais: pouco depois da décima volta, a equipa avisava Russell que o problema poderia estar mais no neerlandês do que no britânico pelo grande ritmo do Red Bull.
Here is how the race start unfolded in Austria ????????#F1 #AustrianGP pic.twitter.com/7Pnk04JwHW
Hamilton is ⬆️ into P2 from Leclerc and Antonelli is straight through past the Ferrari too! ????#F1 #AustrianGP | LAP 2/71 pic.twitter.com/UZJi8nFZKq
Verstappen takes Antonelli and Leclerc for P3! ????????
What a start to this race the Red Bull driver has had!#F1 #AustrianGP | LAP 3/71 pic.twitter.com/ouja4jeY5k
What a move for the Drivers' Championship leader ????#F1 #AustrianGP | LAP 7/71 pic.twitter.com/A9FlysjVSP
Mais atrás, a Cadillac confirmava mais um fim de semana para esquecer, com Valtteri Bottas a durar apenas uma volta e Sergio Pérez a fechar a corrida pouco depois. Começava a parte da estratégia, com Hamilton a abrir hostilidades com uma paragem logo na 13.ª volta numa estratégia que podia apontar para as três paragens e que foi seguida também por Leclerc. Funcionou uma vez em Barcelona, podia ou não funcionar na Áustria, com Verstappen a ficar com terreno livre para desafiar os cinco segundos e meio de avanço que Russell levava depois de um ataque sem sucesso do neerlandês ao britânico antes de passar pelas boxes. Max Verstappen seguiria pouco depois para uma paragem para colocar médios, reentrando atrás de Hamilton. Na 19.ª volta, os Mercedes resistiam e estavam isolados na frente com 6,4 segundos de diferença entre ambos.
Both Cadillacs are DNFs after mechanical issues early on ????#F1 #AustrianGP | LAP 9/71 pic.twitter.com/G4RGVM6WmJ