George Russell criticou a Mercedes após a equipe mandar interromper uma volta que, segundo ele, garantiria a pole position no GP de São Paulo de Fórmula 1.
O britânico terminou a classificação em P2, mas acredita que um erro de avaliação impediu um resultado melhor.
A sessão sofreu um atraso de aproximadamente 90 minutos devido à chuva. Entretanto, Lando Norris aproveitou as condições da pista e conquistou sua quarta pole position da temporada.
Russell terminou 0.204s atrás do compatriota. Contudo, durante o Q3, seu engenheiro Marcus Dudley pediu que ele abortasse uma volta após encontrar a Williams de Alex Albon no segundo setor.
O piloto acreditava que tinha ritmo suficiente para superar Norris. Além disso, a chuva voltou a aumentar pouco depois, impedindo novas melhorias nos tempos.
A situação ganhou ainda mais importância porque Russell perderá cinco posições no grid devido à troca de um componente do motor a combustão interna (ICE). Portanto, apesar do P2 na classificação, ele largará em P7.
A ordem da Mercedes provocou uma reação imediata de Russell pelo rádio. O britânico não escondeu sua irritação com a decisão da equipe.
Russell: “Cara, vocês mandaram eu tirar o pé, p***! Que diabos?”
Russell: “P2? Eu não quero ficar em P2. Quero ficar em P1”.
Depois da classificação, Russell voltou a questionar a decisão. Para ele, a Mercedes deveria ter permitido que completasse a volta, principalmente diante da aproximação da chuva.
“Aquela definitivamente era a volta da pole. Portanto, abortá-la foi um erro de avaliação da nossa parte”, afirmou Russell.
“Preciso entender o que aconteceu. A chuva estava chegando e deveríamos simplesmente ter terminado a volta”.
Dessa forma, o britânico deixou claro que considera a decisão da equipe determinante para a perda da pole position.
Apesar da frustração, Russell encontrou aspectos positivos no comportamento do Mercedes W17 durante a classificação.
Questionado sobre suas possibilidades de recuperação largando em P7, o britânico destacou que as condições climáticas poderão influenciar diretamente sua performance.
“Depende do clima, mas me senti bem na pista”, afirmou.
“Foi a primeira vez em algum tempo que me senti confiante no carro. Tive mais confiança no molhado do que no seco. Realmente não entendo por que isso aconteceu”.
Russell também destacou que voltou a sentir condições de disputar as primeiras posições, algo que não vinha acontecendo com a mesma frequência.
“Eu me senti mais como eu mesmo, lutando pela pole em todas as voltas. Entretanto, infelizmente não conseguimos executar quando realmente importava”