Toto Wolff revelou que dois patrocinadores romperam seus vínculos com a Mercedes após a contratação de Kimi Antonelli para a temporada 2025 da Fórmula 1.
O italiano conquistou o título mundial no GP da Cidade do México e se tornou o campeão mais jovem da história da categoria. Por isso, o chefe da equipe destacou o retorno que Antonelli proporcionou aos parceiros comerciais da Mercedes.
Além de superar o recorde de Sebastian Vettel por mais de três anos, o piloto de 20 anos tornou-se o primeiro italiano campeão mundial em 73 temporadas.
Antonelli também entrou para um grupo restrito. Assim como Jacques Villeneuve em 1997 e Lewis Hamilton em 2008, ele conquistou o título em sua segunda temporada na F1 na era moderna.
Ao recordar a conquista no Autodromo Hermanos Rodriguez, Wolff explicou como decidiu promover Antonelli à equipe principal depois que Hamilton anunciou sua transferência para a Ferrari.
“Precisamos nos beliscar para acreditar, porque parece que foi ontem que ele tinha 11 anos e estava em uma garagem no kart de base. O tempo passa muito rápido”, disse Wolff à Sky Sports F1.
“Ele venceu as categorias de base, depois teve um ano difícil na F2 e foi justamente nesse momento que algumas pessoas começaram a duvidar dele”.
“Então, quando Lewis me disse que iria para a Ferrari, minha reação imediata foi: precisamos colocar Kimi no carro. Mas algumas pessoas duvidaram”.
“Perdemos dois patrocinadores por causa dessa decisão. Eles questionavam: ‘Quem é esse garoto?’ Outros permaneceram conosco até hoje. Alguns estão aqui e colheram todos os frutos dessa decisão”.
Antonelli enfrentou dificuldades consideráveis em sua temporada de estreia na F1. Embora tenha demonstrado velocidade e potencial ao lado de George Russell, o italiano também passou por momentos complicados.
A fase europeia do campeonato representou seu período mais difícil. Durante nove GPs, ele não conseguiu somar pontos e ainda enfrentou momentos de forte emoção, incluindo lágrimas em Spa-Francorchamps.
“Depois veio aquele ano difícil, e as pessoas voltaram a dizer que ele nem deveria estar na F1 ou que deveria correr por uma equipe menor”, acrescentou Wolff.
“Foram nove corridas na Europa sem pontos, as lágrimas em Spa e agora tudo isso. Tenho muito orgulho da equipe porque todos continuaram confiando nele, e ele correspondeu”.
Wolff também explicou que tomou a decisão de promover Antonelli quase imediatamente após a saída de Hamilton. Segundo o dirigente, os dados disponíveis já indicavam que o jovem italiano estava preparado para assumir a vaga na equipe oficial.
“Foi instintivo. Lewis saiu, liguei para Bradley Lord, nosso vice-chefe de equipe, e disse: ‘Kimi estará no carro no próximo ano’. Conhecíamos os dados, então parecia a decisão certa. Acho que sempre foi um risco calculado, não um risco real”